salada fresca de primavera com vinagrete de laranja

Quando se tem verdurinhas assim tão lindas e tão frescas, o melhor é não mexer muito! Keep it o mais simples possível! Foi o que fiz com estas ervilhas de grão (uma raridade), as favas tenras, os espinafres e os rabanetes, acabadinhos de apanhar. Os rabanetes foram os primeiros do ano.

Em relação às favas, neste caso é melhor escolher as mais tenras, que têm o olhinho mais verde. São tão tenrinhas que até se podem comer cruas. Por via das dúvidas, e para as tornar mais suaves, dei uma fervura rápida às favas e às ervilhas. Depois é só juntar tudo numa taça e temperar com este vinagrete de laranja que lhes dá doçura e torna esta salda ainda mais delicada, sem tirar o protagonismo dos verdes. E está um acompanhamento feito ou uma refeição leve, que sabe tão bem nestes dias quentes!

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2 chávenas de folhas de espinafres

1 chávena de ervilhas frescas (ou congeladas)

1 chávena de favas tenras

2 rabanetes pequenos

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Para o vinagrete:

3 colheres de sopa de sumo de laranja

3 colheres de sopa de azeite

1 colher de sopa de vinagre de sidra

Uma pitada de sal

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  1. Coloque um tacho com água a ferver e coza as ervilhas e as favas durante dois a três minutos.
  2. Escorra imediatamente com um coador e passe por água bem fria. Coloque na saladeira e reserve.
  3. Escolha e lave as folhas de espinafre e os rabanetes e corte-os em fatias bem fininhas.
  4. Junte tudo na saladeira.
  5. Prepare o vinagrete juntando todos os ingredientes num frasquinho de vidro.
  6. Coloque a tampa e agite vigorosamente para criar uma espécie de emulsão.
  7. Na hora de servir, regue a salada com o vinagrete.

Nota: Se não for consumir tudo de uma vez, guarde a salada por temperar e o vinagrete no frasco no frigorífico.

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bruschetta de favas e morangos

Se o mundo se dividisse entre os que amam e os que odeiam favas, eu cá estaria logo na linha da frente dos primeiros! Gosto mesmo muito e faço muitas receitas diferentes com elas, mas este ano andei a investigar e ainda tenho muitas mais para experimentar. O esparregado de vagens, por exemplo, já vai ficar para o ano que vem (mas já fiz umas doses de esparregado com as primeiras favas, que são as mais macias e tenras).

Quando estão mais rijas e com o olho preto, a melhor maneira de as aproveitar é mesmo tirando-lhes a pele. Geralmente faço isso para as congelar e ir juntado a sopas ou purés. fazer esta pasta é também uma receita excelente para as usar, mesmo as congeladas. Fica delicioso, com um sabor suave e amentolado, capaz até de conquistar mais adeptos da fava!

Só por si, esta pasta de favas já merecia um post. Mas esta combinação com morangos, tão improvável como deliciosa, é outro nível! Não se consegue parar de comer! O que é bom já que, além de ricas em fibras, ácido fólico, aminoácidos e vitaminas B, têm poucas calorias!

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Para a pasta de favas:

  • Duas chávenas de favas (quantidade já sem a pele)
  • Sumo de meio limão
  • Umas folhinhas de hortelã
  • 3 c. de sopa de azeite
  • Sal e pimenta q.b.

Para as bruschettas:

  • Fatias de pão
  • Morangos
  • 1 dente de alho
  • Azeite
  • Vinagre de sidra, balsâmico ou de framboesa (experimentei com todos e não consegui escolher um)
  • Flor de sal

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  1. Retire as peles das favas e coza-as em água a ferver, cerca de 3 minutos. Escorra, passe por água bem fria e reserve.
  2. Num processador, junte todos os ingredientes do patê e triture até ficar em pasta.
  3. Rectifique os temperos.

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Montagem das bruschettas:

  1. Torre as fatias de pão.
  2. Esfregue-as com um dente de alho partido ao meio e depois barra-as com um fio de azeite.
  3. Espalhe generosamente a pasta de favas.
  4. Corte morangos em fatias bem fininhas e disponha-as por cima das torradas.
  5. Rege com uns pingos de vinagre e salpique com umas pedrinhas de flor de sal.

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Açorda de favas com hortelã

De vez em quando, gosto de ficar sozinha em casa e fazer e comer coisas que só eu é que gosto, como é o caso das açordas e das favas. Este fim-de-semana, aproveitei a abundância de favas e a ocasião para me consolar com as duas coisas de uma vez! Não é um prato nada bonito, e muito menos light, mas gosto tanto que tinha de partilhar!
Ganhei o hábito de fazer açordas com a minha mãe. De tudo se faz uma açorda, basta haver um bocado de pão duro e já temos refeição. A minha avó não lhe chama açorda. Chama-lhe “com trigo” – este caso, seriam “favas com trigo” – precisamente porque o pão indicado para absorver o água é mesmo o pão de trigo. Não vale a pena inventar muito. Basicamente, qualquer pão de trigo, ou maioritariamente trigo, serve. De preferência que seja pelo menos de véspera.
Apontei as quantidades que usei para poder partilhar, mas isto é muito feito a olho. A quantidade de água depende também do tipo de pão, e pode-se fazer muita ou pouca quantidade, é só ir adaptando. A ideia é fazer uma base, acrescentar água e pão para a absorver. Se ficar muito líquida, junta-se mais pão, se estiver muito seca, junta-se mais água. O melhor é começar com pouca água, porque depois pode não ter pão suficiente para terminar.
Neste caso, rendeu uma boa tachada, mas não comi tudo de uma vez – como muito, mas nem tanto! Dividi em doses e congelei. Não vejo a hora de ter desculpa para descongelar a primeira caixinha!

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• 1 fio de azeite
• 1 cebola
• 2 dentes de alho
• 1 cenoura pequena
• 1 tomate (usei congelado)
• 750g de favas descascadas (mas não peladas)
• 1 litro de água (aproximadamente)
• 200g de pão de trigo
• 1 raminho de hortelã + umas folhinhas para servir
• Sal q.b.

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1. Pique a cebola e os alhos e corte a cenoura miudinha.
2. Num tacho, aqueça um fio de azeite, junte a cebola, deixe cozinha só até ficar mole.
3. Junte os alhos, a cenoura e o tomate e deixe cozinhar cerca de 5 minutos, mexendo com frequência.
4. Acrescente 1/5 litro de água e quando ferver adicione as favas e o raminho de hortelã. Deixe cozer as favas cerca de vinte minutos (se forem todas tenrinhas – o que não era o meu caso, reduza o tempo).
5. Quando as favas estiverem cozidas, retire a hortelã e junte o pão partido em pedaços. Mexa bem, em lume brando, até o pão estar bem desfeito e ensopado. Vá juntado água aos poucos até ter a consistência que desejar. Tenha em atenção que ao arrefecer vai ficar mais seca, por isso deixe-a com mais líquido.
6. Sirva com umas folhinhas de hortelã picadas.

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