Canja de Cogumelos e Millet

Toda a gente sabe que canja é sopa de doentes e, curiosamente, de dias de festa! Ora, acho que esta época natalícia é uma boa altura para partilhar convosco esta receita de canja muito especial, que, ao contrário da tradicional, só tem coisas que nos fazem bem.

Podem servi-la no Natal ou na passagem de ano, sobretudo se tiverem crianças em casa! Guardem para comer no dia seguinte também, vão ver que vos vai fazer bem.

A canja de cogumelos pleurotus já não é novidade. Basicamente, a ideia é substituir o frango pelos cogumelos. A textura é muito idêntica e, por incrível que possa parecer, o sabor também. Esta receita que trago hoje, tem ainda a vantagem de substituir as massinhas (que eu adoro, mas que são geralmente refinadas e de fraca qualidade nutricional), por um cereal muito mais interessante: o millet.

O millet, ou milho-painço, é um cereal alcalino, super proteico, rico em fibra e minerais e não tem glúten. Além disso, é ótimo para problemas digestivos. Vale muito a pena inclui-lo na lista de residentes habituais da despensa.

  • 1 cebola média
  • 130g de cogumelos pleurotus
  • 2 chávenas de café de millet
  • 2 cenouras pequenas (ou 1 grande)
  • 1,5 l de água
  • 1 fio de azeite
  • 1 pitada de sal marinho
  • folhas de hortelã para servir (opcional)
  1. Corte a cebola em juliana e as cenouras em rodelas ou meias luas.
  2. Corte os cogumelos em pedaços grandes, ou desfie-os com a mão.
  3. Numa panela, leve ao lume a cebola as cenouras e os cogumelos com um fio de azeite e deixe corar.
  4. Entretanto, num coador de rede ou numa taça média, lave muito bem e escorra o millet.
  5. Junte o millet na panela e, mexendo bem, deixe-o tostar uns dois minutos.
  6. Junte a água, tempere com o sal e, depois de levantar fervura, deixe cozinhar 15 minutos.
  7. Sirva a canja com uma folha de hortelã em cada prato.

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cevadotto de shitake e alho francês

 

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As primeiras vezes que fiz cevada cá em casa, não teve muito sucesso, mas como nestas coisas sou teimosa e como queria muito alargar o rol de cereais habituais, insisti e finalmente tive consegui que a cevada tivesse mesmo direito a ser jantar de sábado!
Embora seja comum o cultivo de cevada em Portugal, quase sempre se destina à produção de malte, para cerveja. Não temos muito o hábito de consumir a cevada em grão, o que é uma pena, porque este cereal é extremamente rico em vitaminas e minerais. É óptima para o desenvolvimento cognitivo e também para o bom funcionamento do intestino. Consta ainda que, por ser rica em anti-oxidantes, ajuda a prevenir o envelhecimento da pele!

O cevadotto (com cevada) fica ainda mais cremoso do que o risotto (com arroz), pelo menos quando a cevada é cozida na panela de pressão (nunca fiz de outra forma). Quando bem cozidos,  os grão de cevada criam uma goma que os torna perfeitos para este tipo de receita. Da maneira como faço, os grãos ficam bastante húmidos mas não sobra liquido na panela de pressão, por isso é só tirar às colheradas como está. Caso tenham água a mais, aproveitem-na para juntar ao caldo e não a desperdicem.

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  • 2 chávenas de cevada (em grão)
  • 150g de cogumelos shitake
  • 1 alho francês (parte branca)
  • 600 ml de caldo de legumes
  • 2 cálices de vinho branco (opcpinal)
  • tomilho q.b.
  • 1 fio de azeite
  • 1pitada de sal
  • “queijo” tipo permesão (vegan) q.b. (usei violife)

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  1. Demolhe a cevada por cerca de 10 horas ou mais.
  2. Coza a cevada com 4 medidas de água, temperada com uma pitada de sal, durante 30 minutos na panela de pressão (ou no mínimo 75 numa panela normal).
  3. Corte o alho francês às rodelas e os cogumelos em laminas largas.
  4. Leve ao lume o alho francês com um fio de azeite e quando estiver mole, acrescente os cogumelos shitake e deixe saltear.
  5. Refresque os cogumelos com um dos cálices de vinho e junte o outro ao caldo de legumes (que deve estar bem quente).
  6. Junte a cevada ao tacho dos legumes e mexa bem.
  7. Vá juntado conchas de caldo até usar todo e ter uma consistência cremosa. Deixe desaparecer quase todo o liquido do tacho antes de adicionar a concha seguinte.
  8. Tempere com uma pitada de sal (se o caldo já tiver sal, prove primeiro) e com uma pitada de tomilho.
  9. Quando desligar o lume polvilhe com o “queijo” tipo parmesão (vegan) ralado e misture para ficar derretido.
    Se preferir, acrescente também um pouco de “queijo” ralado no prato, assim que servir.Nota: Se sobrar, ao reaquecer, junte um pouco de água ou caldo.

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“Bifinhos” de pleurotus com natas

Os cogumelos pleurotus não são propriamente uma novidade cá em casa. Em tempos cultivei até um grande fardo deles! Infelizmente na altura não tinha ainda descoberto a enorme potencialidade destes fungos feiosos. Além de serem uma boa fonte de proteínas, fibras solúveis e terem baixo teor de gordura, os pleurotus têm uma textura e até um aspecto idênticos à carne de frango. Podem ser usados em pratos onde tradicionalmente se usa frango: canja, arroz, grelhados e, my favorite, “bifinhos” com natas e…cogumelos!

Já tinha feito algumas vezes um molho de cogumelos salteados com natas. A diferença é que agora os cozinho primeiro até ficarem dourados, como se faz com os bifes. Isso faz muita diferença. Ficam mais saborosos e com uma textura muito mais interessante.

Podem servir com o acompanhamento que preferirem mas, desculpem a sugestão, na loucura, experimentem com batatas fritas!

  • 200 g de cogumelos pleurotus
  • 180g de cogumelos brancos, laminados
  • 1 fio de azeite
  • 1 ou 2 dentes de alho
  • sumo de meio limão
  • 1 pitada de tomilho
  • 1 pitada de sal
  • 1 pacote de natas vegetais (usei de soja)
  • cebolinho q.b. (opcional)

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  1.  Numa frigideira, aqueça um fio de azeite com os dentes de alho laminados.
  2. Coloque os pleurotus na frigideira, de modo a que fiquem o mais espalmados possível.
  3. Tempere com umas pedrinhas de sal e deixe cozinhar em lume médio, pressionando os cogumelos com uma espátula ou um garfo contra o fundo da frigideira. Vire-os e deixe-os cozinhar igualmente do outro lado.
  4. Retire-os da frigideira, regue com o sumo de limão e reserve.
  5. Na mesma frigideira, coloque os cogumelos brancos e deixe-os saltear até ficarem murchos. Tempere o tomilho.
  6. Junte as natas, tempere com um pouco de sal, mexa e deixe cozinhar as natas até ficarem espessas.
  7. Junte os pleurotus reservados e os sucos que largaram entretanto.
  8. Reduza para o mínimo e deixe ao lume só até os pleurotus aquecerem bem.
  9. Salpique com o cebolinho picado antes de servir.

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noodles de courgette com shitake

Aviso já a todos que estes noodles de courgette, feitos com o espiralizador (essa invenção incrível), podem ser substituídos por tiras de courgette feitas com o descascador de legumes ou mesmo com uma massa normal, à vossa escolha (melhor mesmo são as de arroz). Mas eu ando maravilhada com os noodles (ou esparguete) feitos com a maquineta (quem ainda não conhece, é só procurar no google “espiralizador”, que já vão saber do que é que eu estou a falar! Crus ou cozinhados (salteados), são um acompanhamento super prático, light e saudável. Depois é só ser criativo nos molhos!

Desta vez aproveitei uns MARAVILHOSOS cogumelos Shitake (da Biotronco) para um jantar daqueles bem rápidos mas com um toque especial…

Tinha pensado acrescentar umas tiras de couve lombarda mas ouvi um não bem claro quando expressei alto este pensamento. Continuo o achar que iam ficar aqui muito bem (de lombarda ou de alface). Se quiserem usar e tiverem aí em casa quem torça o nariz às couves, usem-na e fiquem caladinhos!

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  • 1 courgette
  • 1 cebola pequena
  • 1 cenoura
  • 120g de cogumelos shitake
  • 1 fio de azeite
  • 1/2 chávena de molho de soja (shoyu ou tamari)
  • 1/4 de chávena de água
  • 1 pedaço com cerca de 0,5cm de gengibre
  • raspa de 1/2 lima

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  1. Corte a cebola em rodelas finas e leve-as a alourar num wok.
  2. Corte a cenoura em palitos finos e junte-a à cebola.
  3. Corte grosseiramente os cogumelos.
  4. Junte os cogumelos no wok e deixe cozinhar uns 3 minutos, mexendo com frequência.
  5. Adicione o gengibre picado ou ralado e o molho de soja. Deixe reduzir um pouco (cerca de 1 minutos).
  6. Entretanto, faça o “esparguete” de courgette, com um espiralizador ou uns “tagliatelle” com um descascador de legumes.
  7. Adicione a courgette ao wok, junte água e incorpore bem.
  8. Desligue o lume logo que toda a courgette esteja quente e amolecida.
  9. Salpique com a raspa de meia lima.
  10. Para servir, divida por duas tigelas (fica mais fácil de comer do que num prato raso).

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salada de bulgur

Comer e beber é bom. Comer e beber ao ar livre é o melhor que há nesta vida! É por isso que gosto tanto de piquenicar. Estender uma toalha num sítio fresco e comer e beber sem pressa nem hora de acabar… É bom demais!!

O problema dos piqueniques é a logística da preparação e do transporte (além de eventuais formigas e abelhas abelhudas). Tenho gravada na memória a imagem da minha mãe a fazer batatas albardadas para os passeios da escola. Aquilo parecia uma empreitada sem fim… Acho que deve ser por isso que ela nem pode ouvir falar em piqueniques!

O piquenique é suposto ser um momento relaxante por isso convém que a sua preparação também não cause grande stress – a mim já causou algumas vezes! Por isso fui aprendendo a simplificar e a planear as coisas de maneira a que tudo corra sem nervos!

Esta salada de bulgur é resultado disso mesmo. Não exige praticamente preparação nenhuma, só cozer o bulgur e misturar os temperos, porque é preparada na hora. É facilmente transportável e também não precisa de faca e garfo para se comer.

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  • 1 chávena de bulgur (rende 2 depois de cozido)*
  • 1 tomate grande
  • 1 abacate
  • 8 ou 9 cogumelos brancos, frescos

* Pode substituir por quinoa ou cuscus.

para o vinagrete

  • 3 colheres de sopa de azeite
  • 1/2 limão (só sumo)
  • 1/2 mão cheia de folhas de manjericão
  • 1/2 colher de chá de flor de sal

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Com antecedência:

  1. Lave e coza o bulgur, num tacho com duas chávenas de água a ferver, durante 7 minutos (ou conforme as instruções da embalagem).
  2. Deixe a arrefecer e reserve no frigorífico.

Antes de sair de casa:

  1. Lave o tomate, os cogumelos e o abacate e coloque-os num tupperware para transporte.
  2. Prepare o vinagrete, misturando todos os ingredientes no frasco. Guarde no frigorífico.
  3. Transfira o bulgur para um termo ou um tupperware com tampa suficientemente grande para misturar todos os ingredientes.

Na hora de servir:

  1. Corte o tomate em pedaços.
  2. Corte os cogumelos em lâminas finas.
  3. Em último lugar, para não ficar a oxidar, descasque e corte em pedaços o abacate.
  4. Tempere com o vinagrete, mexa e sirva de imediato!

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caldeirada de cogumelos com manjerico

O manjerico é uma planta tão popular e tão querida dos portugueses e, vá-se lá saber porquê, tão pouco usada na cozinha… Para quem não saiba, o manjerico é uma excelente erva aromática, perfeitamente comestível, com um aroma idêntico ao do manjericão.

Pode ser usado para aromatizar guisados, saladas (fica muito bem com tomate) e até me parece que já vi, num programa de televisão, ser usado numa sobremesa. Até há pouco tempo, a única utilização culinária que eu conhecia, mas só de ouvir falar, era em batatas guisadas. Por isso me lembrei de o usar na caldeirada e ficou bem gostosa! No início usei só dois raminhos pequenos, porque tive medo que ficasse com um sabor demasiado intenso, mas depois de provar, acrescentei mais um raminho e ainda umas folhas frescas no final. Ficou aromático mas não demasiado intenso. Aconselho a fazerem o mesmo, porque se ficar aromático de mais para o vosso gosto, depois é difícil disfarçar.

Como este mês é muito provável que vos vá parar algum a casa, não deixem mesmo de experimentar!

Para fazer o manjerico sobreviver aos santos, é só mantê-lo num lugar ensolarado (mas sem sol directo), não se esquecer de o regar com frequência e rezar ao Santo António e ao S. João ao mesmo tempo, porque realmente não é fácil fazê-lo sobreviver muito tempo.

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  • 1 cebola grande ou duas médias
  • 3 dentes de alho
  • 450g de batatas
  • 2 tomates grandes ou 3 médios
  • 1 pimento verde
  • 230g de cogumelos brancos
  • 150 ml de vinho branco (ou água)
  • sal q.b.
  • azeite q.b.
  • uns raminhos de manjericoIMG_3388
  • Corte os legumes todos às rodelas/lâminas (deixe as batatas em rodelas mais grossas, para não se desfazerem).
  • Num tacho de fundo grosso, disponha uma camada de cebola, depois o alho, a batata, o pimento, os cogumelos e por fim o tomate.
  • Repita as camadas até esgotar os ingredientes.
  • Tempere com uma pitada de sal e uns raminhos de manjerico.
  • Regue com o vinho ou a água e um generoso fio de azeite.
  • Tape e leve a lume brando durante cerca de meia hora, sem mexer (vá dando uma leve abanadela ao tacho para não agarrar)
  • Verifique se não precisa de mais líquido e rectifique os temperos.
  • Deixe cozinhar do mesmo modo, por mais 10 a 15 minutos.

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Feijoada de Shitake

Recentemente introduzidos no mundo ocidental, os cogumelos shitake são utilizados na medicina chinesa há mais de seis mil anos. Ao que parece o shitake é o segundo cogumelo mais consumido no mundo (o primeiro é o paris ou branco).
Este fungo delicioso, cultivado em troncos de árvore, é quase um super alimento, de tantas propriedades que tem e é um bom aliado no combate ao colesterol e na protecção do sistema cardiovascular:
• É rico em selénio;
• Boa fonte de vitamina B2, B3, B5 e B9 (ácido fólico)
• Contém vitamina B3É uma óptima fonte de Vitamina B9 (ácido fólico), nutriente essencial para gestantes;
• Tem uma boa concentração de vitamina D (somente os cogumelos desidratados que foram expostos ao sol para secagem);
• Muito rico em cobre
• Contem uma boa concentração de zinco, magnésio e cálcio
• Ricos em proteínas
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Estes cogumelos ficam óptimos salteados e grelados mas desta vez fizeram parte de um prato mais substancial!
Esta feijoada é uma delícia. Como todas as feijoadas, no dia seguinte fica ainda melhor, mais apurada e com o molhos mais grosso. Já estou com saudades…

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  • 4 chávenas de feijão preto cozido
  • 4 a 5 chávenas de água de cozer o feijão
  • 170g de cogumelos shitake
  • 1 cebola roxa
  • 1 dente de alho
  • 1 cenoura grande ou 2 pequenas
  • 1 fio de azeite
  • 1 folha de louro
  • Sal q.b.
  • 1 raminho de salsa

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  1. Corte a cebola em rodelas e refogue-a num fio de azeite.
  2. Entretanto, corte os cogumelos, os alhos em lâminas e as cenouras em cubos pequenos.
  3. Junte os cogumelos no tacho e deixe cozinhar por 5 minutos, mexendo frequentemente.
  4. Quando os cogumelos estiverem bem murchos, junte o alho laminado e a cenoura .
  5. Tempere com o louro e uma pequena pitada de sal.
  6. Acrescente a restante água conforme necessário e deixe apurar 15 minutos.
  7. No final, polvilhe com salsa picada grosseiramente.
  8. Pode servir com arroz branco e couve salteada.

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Quiche de Acelgas e Cogumelos

As acelgas são mais uma feliz novidade na minha cozinha e, em breve também na horta da minha mãe. Pelo que tenho percebido, trata-se mais de uma falta de hábito do que de restrições climatéricas a ausência delas por aqui… Mas o facto é que é muito raro encontra-las nos supermercados ou nos mercados.

Tinha comprado um molho na última visita ao supermercado do corte inglês com ideia de fazer com feijão mungo, segundo sugestão da minha amiga Mafalda, da Work & Shop. Fiz e ficou realmente uma delícia! Mas sobraram algumas folhas e decidi fazer uma quiche, que adoro! Às vezes faço com espinafres, mas como só costumo comer espinafres na época deles, experimentei com as acelgas e ficou óptima.

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Para a massa:

  • 2 chávenas de farinha (usei metade integral)
  • 1/2 chávena de azeite
  • 1/2 chávena de água ou leite vegetal (usei leite de soja)
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de chá de tomilho
  • 1 colher de café de fermento

Para o recheio

  • 1 fio de azeite
  • 1 cebola roxa
  • 130 g de acelgas
  • 300g de cogumelos brancos laminados
  • 1 pacote de natas de soja
  • 1/2 chávena de farinha
  • 1 colher de chá de sementes de linhaça moídas
  • Sal e pimenta q.b.

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  1. Numa tigela Misture todos os ingredientes para a massa (bimby 15 s, vel. 6). Forme uma bola e deixe repousar no frigorífico enquanto prepara o recheio.
  2. Aqueça o fio de azeite numa frigideira grande ou num wok.
  3. Corte a cebola em meias rodelas e leve-a a refogar no azeite.
  4. Quando a cebola estiver mole, junte os cogumelos e deixe cozinhar até perderem a maior parte da água.
  5. Entretanto, corte as acelgas em juliana e junte-as também á cebola e aos cogumelos. Misture bem e deixe ao lume até as acelgas estarem cozinhadas.
  6. Numa taça, dissolva a farinha e a linhaça no pacote de natas.
  7. Junte este preparado aos legumes.
  8. Tempere com sal e pimenta.
  9. Entretanto forre uma tarteira de fundo amovível com papel vegetal e pré-aqueça o forno a 180º.
  10. Estenda a massa com um rolo, numa superfície enfarinhada, e coloque a massa estendida na tarteira. Pique o fundo da massa com um garfo.
  11. Recheie com o preparado e leve ao forno cerca de 30 a 35 minutos.
  12. Sirva quente ou fria.

Almôndegas de Aveia e Cogumelos

Retirada do livro Cozinha Vegetariana Para Quem Quer Poupar de Gabriela
Oliveira, esta receita traz para o almoço um cereal que já é um habitué no pequeno-almoço de muitos: a aveia – consumida geralmente na forma de papas, feitas com leite ou água, cruas ou cozidas, adoçadas ou com fruta.

As almôndegas são uma forma diferente de aproveitarmos os incríveis benefícios da aveia, cereal muito rico em fibra. Gosto sobretudo desta receita porque usa ingredientes que quase sempre tenho em casa e não demora muito a fazer. Coloco a aveia a demolhar enquanto preparo o resto e quando chega a hora a juntar tudo , já passaram os 20 minutos.

Transcrevo aqui a receita tal e qual como vem no livro (excepto a parte do molho),  porque é exactamente assim que a faço.

  • 2 Chávenas de flocos de aveia (finos)
  • 2 chávenas de água 
  • 1 Caldo de legumes biológico
  • 1 Cebola grande
  • 3 Dentes de alho
  • 100g de cogumelos frescos
  • Azeite, sal marinho, tomilho e pimenta preta, q.b.
  • 2 Colheres de sopa de coentros picados
  • Farinha de grão (ou pão ralado ou amêndoa ralada) para envolver

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  1. Demolhe a aveia em duas chávenas de água a ferver com o caldo de legumes dissolvido, por cerca de 20 minutos, até absorver completamente a água. 
  2. Pique a cebola, o alho e os cogumelos finamente.
  3. Aqueça uma frigideira com um fio de azeite e salteie o alho e a cebola até estar transparente e começar a dourar. Junte os cogumelos picados e salteie até murcharem; adicione a aveia demolhada e os coentros. Tempere com sal (se necessário), tomilho e pimenta preta. Envolva bem, deixe cozinhar em lume brando durante 5 minutos e apague o lume.
  4. Deixe arrefecer um pouco, molde as almôndegas e passe-as por farinha de grão.
  5. Leve ao lume a frigideira com um fio de azeite e salteie as almôndegas para dourarem.

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Sirva com molho de tomate ou outro à sua escolha (o livro tem várias sugestões).

Rende cerca de 18 almôndegas.

Nota: A farinha de grão não é muito fácil de encontrar mesmo em lojas tipo “celeiro”. Eu faço a minha moendo o grão na bimby.

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