“Bifinhos” de pleurotus com natas

Os cogumelos pleurotus não são propriamente uma novidade cá em casa. Em tempos cultivei até um grande fardo deles! Infelizmente na altura não tinha ainda descoberto a enorme potencialidade destes fungos feiosos. Além de serem uma boa fonte de proteínas, fibras solúveis e terem baixo teor de gordura, os pleurotus têm uma textura e até um aspecto idênticos à carne de frango. Podem ser usados em pratos onde tradicionalmente se usa frango: canja, arroz, grelhados e, my favorite, “bifinhos” com natas e…cogumelos!

Já tinha feito algumas vezes um molho de cogumelos salteados com natas. A diferença é que agora os cozinho primeiro até ficarem dourados, como se faz com os bifes. Isso faz muita diferença. Ficam mais saborosos e com uma textura muito mais interessante.

Podem servir com o acompanhamento que preferirem mas, desculpem a sugestão, na loucura, experimentem com batatas fritas!

  • 200 g de cogumelos pleurotus
  • 180g de cogumelos brancos, laminados
  • 1 fio de azeite
  • 1 ou 2 dentes de alho
  • sumo de meio limão
  • 1 pitada de tomilho
  • 1 pitada de sal
  • 1 pacote de natas vegetais (usei de soja)
  • cebolinho q.b. (opcional)

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  1.  Numa frigideira, aqueça um fio de azeite com os dentes de alho laminados.
  2. Coloque os pleurotus na frigideira, de modo a que fiquem o mais espalmados possível.
  3. Tempere com umas pedrinhas de sal e deixe cozinhar em lume médio, pressionando os cogumelos com uma espátula ou um garfo contra o fundo da frigideira. Vire-os e deixe-os cozinhar igualmente do outro lado.
  4. Retire-os da frigideira, regue com o sumo de limão e reserve.
  5. Na mesma frigideira, coloque os cogumelos brancos e deixe-os saltear até ficarem murchos. Tempere o tomilho.
  6. Junte as natas, tempere com um pouco de sal, mexa e deixe cozinhar as natas até ficarem espessas.
  7. Junte os pleurotus reservados e os sucos que largaram entretanto.
  8. Reduza para o mínimo e deixe ao lume só até os pleurotus aquecerem bem.
  9. Salpique com o cebolinho picado antes de servir.

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salada morna de quinoa com vegetais assados e feijão mungo

Não deixei de cozinhar, muito menos de comer. E nem de tirar fotografias do que vou fazendo. Tenho dezenas, ou mesmo centenas de fotografias de comida no telemóvel! Mas os dias vão passando e eu sem publicar nada… Estas fotografias já têm mais de um mês mas já voltei a fazer saladas idênticas a esta e achei que era uma pena não partilhar esta sugestão.

Todos os anos trago para casa pelo menos duas abóboras ENORMES! Por norma, uma delas acabava em doce e a outra em pedaços congelados para ir juntando às sopas. Este ano preferi fazer só um bocadinho de doce (para não acabar com a tradição) e tive de dar largas à imaginação para dar destino aos quilos de abóbora que restaram. Como ando preguiçosa na cozinha e tempo também é coisa que não me tem sobrado ultimamente, procurei receitas simples e o mais práticas possível.

Foi a esse propósito que saiu este assado de legumes (e esta é apenas uma amostra porque fiz uma grande quantidade que repousa em pequenas doses no congelador). Na verdade, o assado fica bem com todos os legumes “carnudos” e tubérculos. É uma questão de aproveitar o que há disponível mas, é uma ótima forma de usar aquelas aboboras que são menos saborosas porque vão ganhar o sabor dos temperos e dos outros legumes. 

Obviamente, tenho o congelador cheio de tupperwares com a etiqueta “legumes assados”!

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  • 2 chávenas de quinoa vermelha
  • 150g de abóbora
  • 1 cenoura grande
  • 1 batata-doce
  • 1 chávena de feijão mungo cozido (ou germinado)
  • 1 dente de alho
  • azeite q.b.
  • tomilho q.b.
  • 1/2 limão (sumo e casca)
  • sal q.b.
  • 1 colher de chá mostarda de dijon
  1. Descasque e corte em cubos a abóbora, a cenoura e a batata doce (a batata-doce roxa, não precisa de ser descascada).
  2. Coloque os legumes num tabuleiro de forno, junte um dente de alho esmagado e regue generosamente com um fio de azeite.
  3. Tempere com sal e tomilho.
  4. leve ao forno aquecido a 180º e deixe assar cerca de 40 minutos. O tempo pode variar, dependo do tamanho dos cubos de legumes, por isso, vá verificando.
  5. Entretanto, coza a quinoa, bem lavada, num tacho com o dobro de água temperada com sal e casca de limão.
  6. Quando a quinoa estiver cozida e os legumes assados, junte tudo numa saladeira.
  7. Acrescente o feijão mungo. Se usar o feijão germinado, é melhor juntar depois de esfriar um pouco, para não ficar murcho.
  8. Antes de servir, regue com sumo de limão e tempere com uma colher de  chá de mostarda de dijon.
  9. Mexa de modo a todos os ingredientes ficarem bem envolvidos.

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 Almôndegas de tofu e frutos secos com molho de tomate

Embora eu própria nunca tivesse feito, a ideia que sempre tive de almôndegas era a das cozinhadas em molho de tomate e comidas com esparguete ou puré de batata… Mas desde que me dediquei às almôndegas vegan, tenho-as feito sempre na frigideira, sem molho. Às vezes sirvo com um molho à parte, mas nunca cozinhadas dentro do molho.

Há uns tempos quis fazer umas almondegas simples com poucos ingredientes e super rápidas e lembrei-me de as cozer em molho de tomate, para ficarem mais gulosas… A primeira vez que as fiz ainda as passei pela frigideira para “selar” porque tive medo que se desfizessem no tacho. Mas já voltei a fazer sem esse passo e ficaram igualmente bem. Só têm de ser manuseadas com alguma delicadeza porque não levam nada para dar liga.

O molho de tomate que fiz também foi o da preguiça (e muito bom) mas podem fazer um mais rico (a minha mãe fazia o molho para as almôndegas com cebola e cenoura, além do tomate).

  • 250g de tofu
  • 3/4 de chávena de frutos secos (usei nozes, cajus, avelãs e amendoins)
  • 1 ramo de salsa
  • 1 dente de alho
  • 1 pitada de sal
  • 1 fio de azeite

para o molho de tomate:

  • 1 dente de alho
  • 1 mão de folhas de manjericão
  • 500g (ou mais) de tomate triturado, (usei congelado)
  • 1 pitada de sal
  • 1 fio de azeite

 

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  1. Pique a salsa e o dente de alho e triture os frutos secos num processador ou picadora, de modo a ficar uma espécie de areia grossa (bimby, junte tudo e triture 6′, vel6).
  2. Junte o tofu, o fio de azeite e triture novamente até fazer uma pasta (bimby, 10′, vel4).
  3. Deixe repousar enquanto começa a preparar o molho de tomate.
  4. Depois molde pequenas bolinhas com as mãos.
  5. leve a dourar numa frigideira em lume brando, com um fio de azeite (passo opcional).

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molho de tomate:

  1. Num tacho largo, leve a aquecer o dente de alho esmagado e as folhas de mangericão (reserve algumas para colocar no final), num bom fio de azeite.
  2. Quando o azeite estiver quente e as folhas de mangericão estiverem murchas, junte o tomate triturado.
  3. Quando o tomate estiver quente, junte as almôndegas e deixe cozinhar em lume brando, durante cerca de 15 minutos.

Sugestão: sirva as almôndegas e o molho com puré de batata ou esparguete e salpique com folhas de magericão picadas.

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Shepherd’s pie com puré de batata-doce e pastinaca

Se ainda não provaram pastinacas, também conhecidas como cherovias ou chirivias, não sabem o que perdem! Têm forma semelhante a uma cenoura branca, mas o sabor é bem diferente e bastante intenso!

Engraçado que já conhecia há bastante tempo o nome em inglês (parsnip) de ver em livros e blogs de receitas, mas só há pouco mais de um ano soube o nome em português e tive oportunidade de provar…

Já tenho lido que são populares na zona da serra da estrela, mas desconfio que será apenas do lado da beira baixa, porque deste lado da serra não são muito conhecidas nem fáceis de encontrar… O facto é que também se dão bem no clima da beira alta – estas vieram direitinhas cá da horta! A fartura não foi muita porque foi a primeira experiência e acho que deveriam ter sido semeadas mais cedo. Aguardo ansiosamente pelas sementeiras na próxima primavera!

Estas foram as últimas do ano… Mas não podiam ter acabado da melhor maneira! Este prato ficou tão bom, mas tão bom, que o fiz para um almoço de família e para um jantar de amigos, na mesma semana!

Embora tenha um nome pomposo, a Shephers’s Pie é simplesmente uma espécie de empadão à moda inglesa, sem a camada de puré por baixo! A versão original é feita com um estufado de carne, mas as versões vegetarianas, além de todas as vantagens que já conhecemos, são tão ou mais saborosas. Nesta, fiz o estufado com lentilhas, mas podem experimentar com outras leguminosas, seitan ou um misto de legumes. O puré também, podem inventar as versões que vos apetecer, misturando vários legumes. É importante ter uma base de batata ou batata-doce para garantir que fica bem cremoso.

Para quem usa bimby ou coisa do género, tem ainda a vantagem de poder ser feita na totalidade na bimby (primeiro o estufado, depois o puré)!

 

 

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  • 1 cebola
  • 5 tomates secos
  • 1 chávena (bem cheia) de lentilhas castanhas (demolhadas por no mínimo duas horas)
  • 2 cenouras médias
  • 250 g de cogumelos brancos ou marrons laminados ou em quartos
  • 300g de tomate triturado (pode ser de compra)
  • 1 cálice de vinho branco
  • água q.b.
  • 1 pitada de sal
  • 1 folha de louro
  • 1 c. de chá de tomilho seco
  • 1 c. de sopa de salsa picada

 

para o puré:

  • 400g de batata-doce
  • 400g de pastinaca (cherovia) (pode usar menos e substituir a diferença por batata ou batata-doce)
  • 100g de batata (opcional, pode acertar a quantidade com os outros vegetais)
  • 400ml de água
  • 1 fio de azeite
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de sopa de natas vegetais (opcional)

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  1. Comece por picar a cebola e os tomates secos (Bimby, 6s, vel 6).
  2. Refogue ligeiramente a cebola juntamente com os tomates num fio de azeite (Bimby, 6′, vel1, 100º).
  3. Acrescente o tomate triturado, o vinho e as lentilhas.
  4. Quando levantar fervura, junte as cenouras partidas em cubos, os cogumelos e o louro.
  5. Deixe cozinhar cerca de 15 minutos (Bimby, 15′, vel colher, inv. 100º) . (Aproveite para ir preparando o puré para o topping).
  6. Tempere com sal e tomilho e junte um pouco de água, se achar que está muito seco.
  7. Deixe cozinhar mais 5 minutos ou até as lentilhas estarem cozidas (Bimby, 5′, vel colher, inv. 100º).
  8. No final, retire o louro, junte salsa picada e envolva.
  9. Transfira para uma assadeira alta (tipo de souflê)
  10. Cubra com o puré e leve ao forno pré aquecido a 200º, durante 20 minutos ou até a superfície ficar dourada.

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preparação do puré:

  1. Lave descasque e parta os vegetais em pedaços pequenos.
  2. Coloque a cozer com a água temperada com sal, durante 20 minutos, ou até estarem bem tenros (Bimby, 20′, vel 1, 100º).
  3. Triture, num processador, juntamente com a água ou, em alternativa, passe os vegetais cozidos no passe vite e vá juntado a água da cozedura até obter a consistência desejada (Bimby, borboleta, 1′, vel 4 . -coloque o azeite e as natas pela abertura enquanto tritura).
  4. No final, junte o azeite a as natas (se usar) e envolva bem.

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Hambúrguer de feijão preto e batata-doce

Nos últimos tempos o blog tem estado um pouco parado porque de facto tenho tido mesmo pouco tempo para me dedicar. Não que não cozinhe, mas escrever uma receita implica anotar os tempos e as quantidades de tudo o que usar, ir tirando fotos, servir as coisas com o mínimo de apresentação… e depois passar tudo para o computador, escrever, formatar, corrigir… enfim. Embora seja por uma boa causa, um novo projecto profissional que nada tem a ver com tachos, tenho pena de não dedicar o tempo que gostaria aqui às receitas. Vou-me esforçar para o manter mais activo.

Serve esta justificação da minha ausência para introduzir esta receita que é daquelas coisas que dão muito, muito jeito nestas fases de andar sempre a correr! A chave do segredo para manter refeições caseiras equilibradas e saudáveis está na organização e no planeamento antecipado. Depois, há pequenos truques que ajudam a ter sempre comida pronta e a evitar disparates alimentares e gastos desnecessários… Os hambúrgueres, croquetes e almôndegas são óptimos para este propósito. São muito simples de preparar e o trabalho que dá a preparar 4 é quase o mesmo que para preparar 8 ou 16 por isso, vale a pena fazer sempre quantidades extra para congelar. Quando for preciso, vão directamente do congelador para a frigideira ou para o forno. Não é preciso tirar com antecedência para descongelar… Com uma salada ou uns legumes salteados, fica com uma refeição leve e saudável, em menos de nada. Ou, para uma refeição mais completa, podem ser servidos com legumes e cereais (o arroz integral cozido também se guarda bem no congelador).

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  • 4 chávenas de feijão preto cozido e escorrido
  • 1 cebola
  • 1 batatadoce média cozida
  • 1 pimento vermelho
  • 1 raminho de salsa ou coentros
  • 1 fio de azeite + 1 pouco para cozinhar os hambúrgueres
  • sal q.b.
  • 1 malagueta (opcional)
  • farinha de mandioca q.b. (pode substituir por pão ralado, farinha de trigo ou de grão)

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  1. Pique a cebola finamente e leve a refogar ligeiramente num fio de azeite (se gostar de cebola crua, pode saltar este passo).
  2. Pique o pimento, a malagueta (com ou sem sementes, dependendo do gosto) e a salsa.
  3. Num processador, coloque a batata cozida e 3 chávenas de feijão. Triture até fazer uma pasta homogénea.
  4. Junte o restante feijão, a cebola picada, o pimento, a salsa, a malagueta e o sal.
  5. Amasse para incorporar os ingredientes, mas não demasiado, para ficar com texturas diferentes,
  6. Deixe repousar a massa alguns minutos no frigorífico.
  7. retire colheradas da massa e molde os hambúrgueres do tamanho que desejar (de tamanho médio, dá para 9).
  8. Passe cada hambúrguer num prato com farinha de mandioca.
  9. Se for congelar, disponha-os num taperware, (se ficarem sobrepostos, separe-os com uma folha de papel vegetal) e leve imediatamente ao congelador.
  10. Para cozinhar, leve uma frigideira ao lume com um fio de azeite e, quando estiver quente, coloque os hambúrgueres e deixe dourar uns minutos de cada lado.
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seitan no forno com batatas e marmelo

Não há prato mais domingueiro do que um assado! Até hoje o cheiro de assados me faz lembrar o TV Rural, o 70×7 e a eucaristia dominical. Porque os assados eram coisas que levavam muito tempo e dá-me ideia que deviam apanhar os programas todos da manhã!
Continuo a fazer com alguma frequência batatas assadas porque adoro, mas normalmente acompanho-as com cogumelos e esparregado (é um dos meus pratos preferidos). Desta vez, como queria aproveitar a época dos marmelos e por que em tempos que já lá vão comia um prato com puré de marmelos assados que adorava, lembrei-me de fazer este assado de seitan e juntar-lhe um marmelo. O marmelo dá uma doçura que contrasta bem com o resto do prato, mas se não tiverem, não faz mal nenhum. As batatas e o pimento já fazem um acompanhamento delicioso!
Para fazer assados não convém ter um seitan molengo e farinhento. As poucas vezes que como seitan, opto sempre por fazê-lo em casa e procuro deixa-lo bem firme. Tenho experimentado algumas receitas e, até agora, em termos de consistência, a minha preferida é a 2.ª versão desta (apenas substituo a farinha de trigo por farinha de centeio).
E consegui ficar com a casa a cheirar a domingos de manhã!IMG_8750

  • 250g de seitan
  • 1 marmelo
  • 4 batatas médias
  • 1 pimento vermelho (de preferência tipo italiano)
  • 1 cebola pequena
  • 2 dentes de alho
  • 1 folha de louro
  • azeite q.b.
  • 1 cálice de vinho branco
  • sal q.b.
  • pimentão doce q.b.
  • pimenta q.b.
  • vinagre balsâmico q.b.

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  1. Corte o seitan em fatias sem chegar à base e coloque-o numa assadeira.
  2. Entre as fatias, coloque os dentes de alho laminados.
  3. Regue com um fio de azeite e deixe marinar enquanto prepara o resto da receita.
  4. Descasque e corte a cebola em rodelas.
  5. Descasque e corte as batatas em pedaços pequenos (para assarem mais rapidamente).
  6. Corte o pimento em tiras fininhas.
  7. Descasque e corte o pimento em pedaços (maiores do que as batatas porque os marmelos assam depressa).
  8. Disponha a cebola, as batatas, o marmelo e o pimento na assadeira, em volta do seitan.
  9. Tempere com pimentão-doce, sal, uma folha de louro e pimenta e regue tudo com azeite e metade do vinho branco.
  10. Leve ao forno pré-aquecido a 200º por cerca de 30 minutos. A meio do tempo, mexa um pouco as batatas e regue com o restante vinho branco e umas gotas de vinagre balsâmico.
  11. Sirva com uma salada verde, legumes salteados ou esparregado.

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noodles de courgette com shitake

Aviso já a todos que estes noodles de courgette, feitos com o espiralizador (essa invenção incrível), podem ser substituídos por tiras de courgette feitas com o descascador de legumes ou mesmo com uma massa normal, à vossa escolha (melhor mesmo são as de arroz). Mas eu ando maravilhada com os noodles (ou esparguete) feitos com a maquineta (quem ainda não conhece, é só procurar no google “espiralizador”, que já vão saber do que é que eu estou a falar! Crus ou cozinhados (salteados), são um acompanhamento super prático, light e saudável. Depois é só ser criativo nos molhos!

Desta vez aproveitei uns MARAVILHOSOS cogumelos Shitake (da Biotronco) para um jantar daqueles bem rápidos mas com um toque especial…

Tinha pensado acrescentar umas tiras de couve lombarda mas ouvi um não bem claro quando expressei alto este pensamento. Continuo o achar que iam ficar aqui muito bem (de lombarda ou de alface). Se quiserem usar e tiverem aí em casa quem torça o nariz às couves, usem-na e fiquem caladinhos!

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  • 1 courgette
  • 1 cebola pequena
  • 1 cenoura
  • 120g de cogumelos shitake
  • 1 fio de azeite
  • 1/2 chávena de molho de soja (shoyu ou tamari)
  • 1/4 de chávena de água
  • 1 pedaço com cerca de 0,5cm de gengibre
  • raspa de 1/2 lima

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  1. Corte a cebola em rodelas finas e leve-as a alourar num wok.
  2. Corte a cenoura em palitos finos e junte-a à cebola.
  3. Corte grosseiramente os cogumelos.
  4. Junte os cogumelos no wok e deixe cozinhar uns 3 minutos, mexendo com frequência.
  5. Adicione o gengibre picado ou ralado e o molho de soja. Deixe reduzir um pouco (cerca de 1 minutos).
  6. Entretanto, faça o “esparguete” de courgette, com um espiralizador ou uns “tagliatelle” com um descascador de legumes.
  7. Adicione a courgette ao wok, junte água e incorpore bem.
  8. Desligue o lume logo que toda a courgette esteja quente e amolecida.
  9. Salpique com a raspa de meia lima.
  10. Para servir, divida por duas tigelas (fica mais fácil de comer do que num prato raso).

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Moussaka de lentilhas

Agora que o mês de Agosto está a chegar ao fim e os dias ficam mais frescos e mais pequenos, é tempo de voltar às rotinas, aos tachos e às panelas e principalmente ao forno!! Por muito que se goste de saladas e comidas frescas, não há nada mais reconfortante do que uma comidinha de forno, verdade?

A moussaka é uma espécie de lasanha de beringela, típica da Grécia e da Turquia, feita com carne de cordeiro, na versão original. Nunca a comi com carne, mas descobri esta há uns anos e já se tornou um clássico cá em casa. O bechamel que antes era feito com leite de vaca 😦 passou a ser feito com leite de aveia que é, para mim, o melhor leite para fazer bechamel (seguido do leite de soja). Como é muito fácil de fazer em casa, o de aveia também fica muito mais em conta do que o leite de soja (o leite de soja biológico é caro e fazer em casa é uma considerável empreitada…). O único defeito do bechamel de aveia é que, como podem ver, não há maneira de ficar bonito nas fotografias, depois de gratinado. Faz sempre um efeito que faz lembrar fendas da terra seca… Mas compensa muito em tudo o resto!

Sempre fiz a moussaka só com uma camada mas, as duas vezes que já fiz este verão (estamos na época das beringelas) calhou de fazer numa assadeira mais pequena e dividi as lentilhas e a beringela em duas camadas de cada. Em termos de resultado final, não faz muita diferença, por isso sintam-se à vontade para fazerem como preferirem!

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  • 1 chávena de lentilhas castanhas ou verdes secas (cerca de 180g)
  • 1 cebola grande
  • 2 ou 3 tomates maduros
  • 1/2 pimento
  • 1 pitada de sal
  • azeite q.b.
  • 1 pitada de orégãos
  • 1 folha de louro
  • água ou vinho branco q.b.
  • 1 beringela grande
  • 500ml de bechamel vegetal (uso a mesma receita que aqui)

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  1. Demolhe as lentilhas por, pelo menos, 4 horas.
  2. Corte a beringela no sentido do comprimento, em fatias com cerca de 1cm de espessura.
  3. Salpique as fatias de beringela com sal grosso e deixe repousar dentro de um coador, enquanto prepara o resto da receita.
  4. Entretanto, pique a cebola e leve-a ao lume com um fio de azeite até ficar translucida.
  5. Junte os tomates e o pimento, partidos em pedaços médios.
  6. Deixe cozinhar 5 minutos e junte as lentilhas, o sal e a folha de louro.
  7. Deixe cozinhar as lentilhas durante 15 minutos, ou até estarem cozidas. Se necessário, vá acrescentando um pouco de água ou vinho branco, tendo o cuidado de não deixar demasiado líquido.
  8. Um pouco antes de terminar a cozedura, tempere com os orégãos e rectifique o sal.
  9. Enquanto as lentilhas cozinham, lave e escorra bem as fatias de beringela.
  10. Leve ao lume uma frigideira larga, untada com um pouco de azeite e grelhe as fatias de beringela até ficarem moles e mais escuras.
  11. Unte uma assadeira com um fio de azeite e disponha uma camada de beringela grelhada.
  12. Espalhe uma quantidade generosa de lentilhas por cima da beringela.
  13. Repita as camadas até terminarem as lentilhas e a beringela e cubra com o bechamel.
  14. Leve a gratinar em forno pré-aquecido a 200º, cerca de 30 minutos.
  15. Sirva com uma salada verde ou espinafres salteados.

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Paella de vegetais

Lembram-se do arroz à valenciana, que fazia inevitavelmente parte das ementas dos casamentos nos anos 80? Não é mais que a versão portuguesa da paella espanhola, típica precisamente, de Valência. Claro que esta paella já é bem diferente, porque aqui não entram a carne nem o marisco. Isso só a torna melhor, mais saudável, mais colorida e, o mais importante, sem crueldade nenhuma!
Para fazer a paella convém ter uma paellera. Comprei a minha no Gildo, que toda a gente aqui da minha terra sabe que é o supermercado ali à entrada de Espanha, onde a malta vai aos caramelos. Mas já as tenho visto à venda no intermarché e de certo que não é difícil de encontrar. Mas também não seja por isso, que não se faz uma paella. Se podemos fazer omeletes sem ovos, não havíamos de poder fazer paella sem paellera! Basta usar um tacho bem largo ou, reduzindo as quantidades, uma frigideira grande.
Dizem nuestros hermanos que não se deve mexer a paella, só ir dando umas sacudidelas, porque até convém que fique um nadinha agarrada no fundo. Não sigo à letra esta regra, porque sempre que junto ingredientes, mexo um pouco com a colher de pau. Mas tento não mexer demasiado sobretudo no fundo.
Os ingrediente que usei nesta receita são os que estão agora em época, mas é perfeitamente possível de os alterar, conforme a disponibilidade e o gosto. Em vez de feijão vermelho, pode-se usar grão ou feijão branco, por exemplo. Em vez de feijão verde, podem entrar espargos ou ervilhas de vagem… O que não deve faltar, para mim, é cebola, pimento e tomate. E arroz, vá…
Se tiver oportunidade de usar açafrão de verdade, em vez de açafrão das índias, tanto melhor! Nesse caso reduza a quantidade! Se for em filamentos, deixe-os uns minutos em infusão na água que vai usar.

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1 cebola grande

1 pimento (verde ou vermelho)

150g de cogumelos brancos

1 beringela

1 + 1/4 chávena de arroz (cerca de 180g)

300g de tomate

230g de feijão verde

1 chávena de feijão vermelho cozido e mal escorrido

3 +1/2 chávena de água de cozer o feijão-verde

1 fio de azeite

sal q.b.

açafrão q.b.

salsa picada q.b.

1 limão (opcional)

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  1. Comece por partir a beringela em cubos, salpique-a com sal grosso e deixe repousar, de preferência num coador, enquanto prepara o resto.
  2. Retire as pontas e os filamentos do feijão verde. Corte-o em pedaços de cerca de dois centímetros.
  3. Coza o feijão verde em água temperada com sal, por cerca de 3 minutos.
  4. Retire o feijão verde e reserve a água.
  5. Corte a cebola e o pimento em rodelas e os cogumelos em lâminas.
  6. Aqueça um fio de azeite numa paellera ou num tacho bem largo.
  7. Refogue a cebola só até ficar translucida.
  8. Junte o pimento e deixe cozinhar mais cinco minutos, mexendo para não agarrar no fundo.
  9. Passe a beringela por água corrente e escorra bem.
  10. Junte a beringela e os cogumelos na paelhera e envolva bem.
  11. Adicione o arroz, envolva e deixe fritar cerca de cinco minutos.
  12. Acrescente depois a água de cozer o feijão verde. Se necessário, volte a aquece-la um pouco.
  13. Corte o tomate em rodelas grossas e disponha-as na paellera. Procure envolve-lo um pouco, sem mexer muito.
  14. Deixe cozinhar cerca de 12 minutos.
  15. Adicione o feijão verde e envolva. Deixe cozinhar mais 3 minutos
  16. Por fim, junte o feijão vermelho cozido e deixe ao lume só até o aquecer.
  17. Se gostar, sirva com gomos de limão de salsa picada.

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