Tempeh de coco e lima com noodles de batata-doce

A primeira vez que comprei tempeh, deixei passar a validade e acabei por deita-lo fora porque não tive coragem de o provar. Estava tão sugestionada pelos comentários em relação ao seu sabor que tive medo de perder tempo e gastar ingredientes para, na hora de comer, ficar sem jantar… Tive de provar num workshop para perceber que afinal até gostava bastante e que afinal não tinha um sabor tão forte como estava à espera.

O tempeh é um bloco de grãos de soja fermentados com um valor nutricional bastante elevado, de fácil digestão e bastante versátil Pode ser grelhado, frito, salteado, assado… Vale muito a pena experimentar!

Para quem tem duvidas em relação ao tempeh, um fermentado à base de gãos de soja,  esta parece-me uma boa receita para arriscar! O sabor fica bem disfarçado entre o coco e a lima. O acompanhamento da batata-doce combina na perfeição com estes sabores que fazem lembrar férias!

 

IMG_9306

 

1 bloco de tempeh (250g)

1 cebola

1 malagueta

1 a 2 limas

200ml de leite de coco

azeite ou óleo de coco qb

sal q.b

Coentros qb.

para os noodles de batata-doce:

2 batatas-doces

azeite ou óleo de coco qb

1 dente de alho grande

1 pedaço pequeno de curcuma (opcional)

sal q.b

IMG_9278

IMG_9291.JPG

IMG_9299

  1. Corte o tempeh em cubos e pique a malagueta.
  2. Numa taça, coloque o tempeh e a malagueta e regue com o sumo de lima. Deixe marinar durante, pelo menos 1/2 hora (quanto mais tempo deixar, melhor). Não esprema totalmente as limas, Reserve um pouco de sumo para usar no final.
  3. Pique a cebola e leve ao lume numa frigideira, com azeite ou óleo de coco, até começar a ficar mole.
  4. Acrescente os quadrados de tempeh e deixe dourar em todos os lados.
  5. Quando o tempeh estiver douradinho, junte o leite de coco, mexa para incorporar bem os sabores da frigideira e de deixe cozinhar um minuto.
  6. Para preparar os noodles, descasque as batatas doces e espiralize-as com a ajuda de um espiralizador ou, na sua falta, corte tiras fininhas com um descascador.
  7. Num wok ou frigideira grande, coloque um fio de azeite a aquecer.
  8. Rale o dente de alho, coloque-o na frigideira e deixe-o aquecer um pouco, tendo o cuidado para não queimar.
  9. Junte os noodles de batata-doce e vá mexendo, com uma pinça de esparguete, por exemplo, de modo a que toda a batata fique ligeiramente cozinhada.
  10. Tempere com uma pitada de sal e curcuma ralada.
  11. Sirva o tempeh com o molho de coco por cima dos noodles e salpique com coentros picados e até mesmo com um pouco de raspa de lima, para um sabor cítrico mais intenso.

IMG_2006

IMG_2017

 

 

 

 

 

Polenta com Ratatouille

Há inúmeras receitas diferentes de ratatouille: umas de forno, outras só de fogão, outras de forno e fogão. Todos os anos faço alguma versão mais ou menos inventada porque gosto muito desta combinação de sabores e estes ingredientes encontram-se sempre ao mesmo tempo na minha cozinha!

Esta é a altura ideal para fazer ratatouille já que é a estação dos ingredientes principais: o tomate, a beringela e a courgete. Além destes, e também de época, podem juntar pimento, por exemplo, que fica muito bem.

Esta receita com polenta torna o ratatouille num prato mais substancial e pode ser uma boa refeição leve ou um belo acompanhamento!

IMG_1896

IMG_1902

  • 1 ch de polenta
  • 3 ch de água
  • 1 cebola pequena
  • 1 beringela
  • 1 courgete pequena
  • 1 ou 2 tomates
  • 1cebola
  • 1 dente de alho (opcional)
  • azeite q.b.
  • sal q.b.
  • ervas da Provença q.b. (ou uma mistura de ervas aromáticas secas, a gosto, como tomilho, alecrim e oregãos, por exemplo)
  1. Para preparar a polenta, pique um dente de alho e leve-o ao lume com um fio de azeite, num tacho. Este passo é opcional, pode optar por simplesmente cozer a polenta em água.
  2. Junte no tacho 3 chávenas de água e deixe levantar fervura.
  3. Tempere a água com uma pitada de sal e junte a polenta.
  4. Reduza o lume para o mínimo e mexa frequentemente. Deixe cozer cerca de 15 minutos ou até a água ter sido absorvida.
  5. Espalhe a polenta no fundo de um tabuleiro de forno (usei um quadrado de 22×22 cm) e deixe arrefecer.
  6. Corte uma cebola em rodelas finas e leve ao lume com um fio de azeite, até ficar translucida.
  7. Entretanto, prepare os vegetais do ratatouille, cortando-os em rodelas fininhas.
  8. Disponha as rodelas de tomate, beringela e courgete entrecaladas e parcialmente sobrepostas.
  9. Salpique com umas pedrinhas de sal, ervas da provença e regue com um bom fio de azeite.
  10. Leve ao forno pré-aquecido a 200o, cerca de 30 a 40 minutos ou até os vegetais estarem ao seu gosto.

img_1931.jpg

 

Grãomelete de ervas e “queijo”

IMG_1685

A primeira vez que ouvi falar em grãomelete foi neste post do Papacapim e já na altura fiquei muito curiosa, mas demorei uns bons tempos até experimentar. A receita da Sandra é mais elaborada mas não deixem de experimentar.

Para uma versão simplificada e bem rápida de preparar, o que eu faço é usar só o grão demolhado e a água. Os temperos são a gosto, mas a  minha versão preferida de omelete sempre foi com mistura de ervas frescas e recheada de queijo. Agora posso recriar esta receita numa versão 100% vegetal – omelete sem ovos e queijo sem leite! É sucesso garantido!

A receita é super rápida de fazer, tal como qualquer omelete. A única diferença é que temos de nos lembrar umas 12 horas antes, para pormos o grão a demolhar. Assim, se quiserem fazer para o jantar, basta deixar o grão a demolhar de manha. Na hora de fazer, vão precisar de mais de 15 minutos para terem a omelete pronta.

A curcuma (também chamada açafrão-das-indias ou tumérico, além de conferir a cor amarela típica das omeletes, é um poderoso antioxidante e anti-inflamatório e é um óptimo aliado na prevenção e combate à diabetes, alergias, artrite e vários tipos de cancro. Vários estudos têm demonstrado os poderes desta “prima” do gengibre. Hoje já é relativamente fácil encontrar a raiz de curcuma fresca à venda, sobretudo em supermercados biológico. Na sua falta, podem usar a versão em pó, de preferência de origem biológica.

Eu gosto de acompanhar com uma salada verde ou com arroz de tomate. A versão sem queijo também é uma óptima alternativa para piqueniques ou para sandes porque fica igualmente boa fria.

Uma chávena de grão dá para duas omeletes médias. Podem aumentar ou reduzir a quantidade, respeitando sempre a proporcionalidade: 1 medida de grão seco para uma de água.

  • 1 chávena de grão-de-bico seco
  • 1 chávena de água
  • 1 chávena (ou menos) de ervas aromáticas frescas picadas (gosto de usar mistura de coentros, salsa e hortelã, mas podem usar outras que prefiram)
  • 2 fatias de “queijo” vegetal (uso violife natural)
  • 1 pedaço de cerca de 1,5 cm de curcuma fresca (ou 1 colher de café de açafrão das índias em pó)
  • 1 pitada de pimenta branca ou preta
  • 1 pitada de sal
  • 1 fio de azeite

IMG_1667

  1. Demolhe o grão durante cerca de 12 horas e descarte a água.
  2. Num liquidificador, junte o grão escorrido com 1 chávena de água fresca, o sal e a curcuma e triture até ficar bem homogéneo. Tenha paciência porque, mesmo num bom triturador, vai demorar um pouco.
  3. Quando estiver bem triturado, tempere com pimenta e junte as ervas picadas e mexa gentilmente para não as amassar
  4. Aqueça uma frigideira média com um fiozinho de azeite. Junte a massa de grão de modo a cobrir todo o fundo e ficar com uma espessura de panqueca.
  5. Deixe cozinhar em lume brando, de preferência com tampa, cerca de 10 minutos.
  6. Com a ajuda de uma espátula, transfira a grãomelete para um prato raso e depois volte a colocar na frigideira de modo a que o lado que estava para cima, fique agora para baixo.
  7. Volte a tapar a frigideira e deixe mais uns dois minutos.
  8. Cubra metade da grãomelete com o queijo e dobre a outra metade. deixe mais uns minutos, só até derreter o queijo.
  9. Sirva de imediato.

IMG_1680

IMG_1681

cevadotto de shitake e alho francês

 

IMG_7897

 

As primeiras vezes que fiz cevada cá em casa, não teve muito sucesso, mas como nestas coisas sou teimosa e como queria muito alargar o rol de cereais habituais, insisti e finalmente tive consegui que a cevada tivesse mesmo direito a ser jantar de sábado!
Embora seja comum o cultivo de cevada em Portugal, quase sempre se destina à produção de malte, para cerveja. Não temos muito o hábito de consumir a cevada em grão, o que é uma pena, porque este cereal é extremamente rico em vitaminas e minerais. É óptima para o desenvolvimento cognitivo e também para o bom funcionamento do intestino. Consta ainda que, por ser rica em anti-oxidantes, ajuda a prevenir o envelhecimento da pele!

O cevadotto (com cevada) fica ainda mais cremoso do que o risotto (com arroz), pelo menos quando a cevada é cozida na panela de pressão (nunca fiz de outra forma). Quando bem cozidos,  os grão de cevada criam uma goma que os torna perfeitos para este tipo de receita. Da maneira como faço, os grãos ficam bastante húmidos mas não sobra liquido na panela de pressão, por isso é só tirar às colheradas como está. Caso tenham água a mais, aproveitem-na para juntar ao caldo e não a desperdicem.

IMG_7876

  • 2 chávenas de cevada (em grão)
  • 150g de cogumelos shitake
  • 1 alho francês (parte branca)
  • 600 ml de caldo de legumes
  • 2 cálices de vinho branco (opcpinal)
  • tomilho q.b.
  • 1 fio de azeite
  • 1pitada de sal
  • “queijo” tipo permesão (vegan) q.b. (usei violife)

IMG_7871

IMG_7880

IMG_7881

IMG_7887

  1. Demolhe a cevada por cerca de 10 horas ou mais.
  2. Coza a cevada com 4 medidas de água, temperada com uma pitada de sal, durante 30 minutos na panela de pressão (ou no mínimo 75 numa panela normal).
  3. Corte o alho francês às rodelas e os cogumelos em laminas largas.
  4. Leve ao lume o alho francês com um fio de azeite e quando estiver mole, acrescente os cogumelos shitake e deixe saltear.
  5. Refresque os cogumelos com um dos cálices de vinho e junte o outro ao caldo de legumes (que deve estar bem quente).
  6. Junte a cevada ao tacho dos legumes e mexa bem.
  7. Vá juntado conchas de caldo até usar todo e ter uma consistência cremosa. Deixe desaparecer quase todo o liquido do tacho antes de adicionar a concha seguinte.
  8. Tempere com uma pitada de sal (se o caldo já tiver sal, prove primeiro) e com uma pitada de tomilho.
  9. Quando desligar o lume polvilhe com o “queijo” tipo parmesão (vegan) ralado e misture para ficar derretido.
    Se preferir, acrescente também um pouco de “queijo” ralado no prato, assim que servir.Nota: Se sobrar, ao reaquecer, junte um pouco de água ou caldo.

IMG_7891

 

 

 

 

Quinoa Primavera Cremosa

Quando descobri a quinoa, fiquei grande fã, porque além de ser um alimento super completo em proteínas e aminoácidos, é bastante versátil e muito simples de cozinhar. Entretanto li um pouco sobre como o aumento do consumo mundial deste pseudo-cereal fez triplicar o seu preço, tornado-a de difícil acesso aos povos dos seus países de origem, Bolívia e Peru, onde é consumida há milhares de anos. Como me preocupo com a origem e o impacto ambiental e económico da comida que ponho no prato,diminui consideravelmente o seu consumo e passou a ser daquelas coisas só para muito de vez em quando. De qualquer modo, acredito que, com uma alimentação rica e variada, não precisamos de ir muito longe para preencher as nossas necessidades nutricionais. Claro que, num mundo globalizado, é difícil consumir só produtos locais. Os produtos exóticos são tentadores e estão ao nosso dispor em qualquer supermercado. Neste tema, penso que o melhor será optar pela moderação. Pelo menos, é o que tento fazer. A  fruta e os vegetais do dia-a-dia são os de época e, de preferência, produzidos bem pertinho. Mas, de vez em quando, gosto de comprar alguma coisa diferente, uma tropical e… 250g de quinoa!

A quinoa primavera é uma receita muito simples e que podemos variar com os legumes que tivermos à mão ou gostarmos mais. A leguminosa também é opcional. Eu gosto de incluir porque assim fica uma refeição mais completa e saciante. O toque especial nesta receia é dado pelo queijo-creme que a torna cremosa e com um sabor extraoridinario.  Usei o queijo da marca Violife que é assim, inacreditavelmente bom! A quinoa primavera pode perfeitamente ser feita sem este extra e também fica deliciosa, mas não é a mesma coisa!

  • 1 chávena de quinoa
  • 2 chávenas de água
  • 1 dente de alho
  • 1 cebola
  • 1 cenoura
  • 1 chávena de ervilhas cozidas
  • 1 chávena de milho-doce cozido
  • ½ pimento vermelho
  • 1 chávena de grão-de-bico cozido
  • Meio limão (ou só a casca)
  • 1 dente de alho
  • Azeite q.b.
  • Folhas de manjericão q.b.
  • 2 colheres de sopa de queijo-creme (vegan)
  1. Lave muito bem a quinoa, num coador de rede fina, com água corrente ou em várias águas.
  2. Leve ao lume com o dobro da água, temperada com sal e uma casca de limão (ou mesmo meio limão espremido). Deixe cozer cerca de 15 minutos.
  3. Entretanto, pique a cebola e o alho e corte a cenoura e os pimentos aos cubos pequenos.
  4. Num wok ou tacho largo, aqueça um fio de azeite com o alho e deixe estalar. Junte a cebola, a cenoura e o pimento.
  5. Tempere com uma pitada de sal.
  6. Quando a cebola estiver transparente, junte o milho, as ervilhas e o grão.
  7. Finalmente, junte a quinoa, envolva tudo bem.
  8. Pique as folhas de manjericão e, numa taça, misture com o queijo-creme e uma colher de sopa de azeite.
  9. Junte o queijo creme e, mesmo antes de desligar o lume, envolva bem o queijo na quinoa até ficar totalmente derretido.

Nota: pode substituir o manjericão por coentros ou hortelã.

IMG_7369

migas “fingidas” de grelos e quinoa

As migas são diferentes em todo o lado. Isso aprendi eu por experiência própria, em restaurantes por este Portugal afora! Era sempre com grande expectativa que aguardava o meu prato de migas, porque nunca sabia o que me ia calhar. Agora, como faço várias perguntas antes de pedir comida nos restaurantes, isso já não costuma acontecer…

De um modo geral, todos os pratos de migas têm dois elemento em comum: alho e pão. O tipo de pão é que pode variar, mas todas as migas que eu comi tinham pão (sei que há de batata, mas essas nunca me calharam).

Em casa também faço muitas vezes migas. Ou estas (normalmente com pão) ou de feijão frade, broa e couve. Quer umas, quer outras, são muito práticas e rápidas de fazer (desde que tenhamos o feijão já cozido) e dá para termos os elementos previamente feitos (podem ser congelados) e juntar tudo no wok na hora de servir.

Estas têm a particularidade de não terem pão mas sim quinoa, no seu lugar. É uma óptima alternativa, sobretudo para quem quer cortar no pão ou prefere uma opção sem glúten.

img_5856

  • 200g de grelos (já arranjados)
  • 2 chávenas de feijão branco cozido
  • 1 chávena de quinoa
  • 2 dentes de alho
  • água q.b. (aproveite a água de cozer os grelos)
  • 1 bom fio de azeite
  • sal q.b.
  1. Comece por lavar muito bem a quinoa, num coador de rede fina ou em várias águas.
  2. Coza a quinoa com 2 chávenas de água e uma pitada de sal, durante 20 minutos.
  3. Noutro tacho, leve os grelos a cozer em água fervente, durante 7 a 10 minutos.
  4. Pique os dentes de alho e leve-os a estalar com um fio de azeite. Junte o feijão branco cozido e mal escorrido.
  5. Deixe aquecer o feijão, mexendo sempre, antes de juntar os grelos já cozidos.
  6. Finalmente, junte a quinoa cozida e 1a 2 chávenas de água (de preferência, a de cozer os grelos).
  7. Vá mexendo de modo a ficar tudo bem misturado e até ter a consistência desejada. As migas não devem ficar em papa, mas todos os ingredientes devem estar todos bem ligados.

fullsizerender

 

 

 

mac & “cheese” de batata-doce e caju

Um molho de “queijo” para massa vegan e saudável e ainda por cima bom? Juro que é possível.

Mac & cheese, massa com queijo, para falar português, foi dos últimos pratos não vegan que fiz e que comi e foi também dos primeiros que procurei veganizar. Mas o meu mac & cheese era sempre no forno, tanto o vegan como o original. Este foi o primeiro que fiz sem ir ao forno e da primeira vez que o fiz, duvidei bastante do resultado final. Depois de cozer os legumes, parece que vamos comer massa com sopa. Mas não não há o que temer: a levedura e os cajus mudam tudo!

O sabor a queijo é dado pela levedura nutricional que, felizmente, já se consegue encontrar com alguma facilidade em Portugal. Durante muito tempo em todas as receitas que tinham levedura nutricional (nutricional yeast), substituía por levedura de cerveja. Pode fazer o mesmo nesta, mas nem o sabor nem as propriedades nutricionais são tão boas. Pode ver aqui uma explicação sobre as duas. A levedura nutricional, de seu nome original Saccharomyces cerevisiae, não é mais do que um fungo, bastante rico em proteínas e aminoácidos essenciais e vitaminas. Por ser muito procurada por quem não consome produtos de origem animal, e muitas vezes enriquecida com a famosa vitamina  B12. Na cozinha vegana é usada muitas vezes para imitar o sabor a queijo em inúmeras receitas. Fica muito bem polvilhada em cima de quase tudo!

Em relação à massa, cada um escolhe a que quer. Eu, neste caso, opto mesmo pela velha (e boa) massa de trigo (branca). Eu sei que há outras mais saudáveis e tal, mas não há massa integral nem de outros cereais que me seja tão “massa”, sobretudo quando se quer que a massa “agarre” bem o molho. Pelo menos, sei que não sou a única! Independentemente do tipo de massa que escolher, prefira formato tipo cotovelo ou macarrão já que são estes os que melhor retêm este tipo de molho.

img_1198

1 batata-doce média

1 cebola média

1 dente de alho

2 cenouras médias

2/3 de chávena de cajus

1/3 de chávena de levedura nutricional

1 fio de azeite (opcional – ver passo 3)

2 chávenas de água (mais a necessária para cozer a massa)

1 pitada de sal

1 c. de café de pimenta de caiena

1  c. de chá de mostarda de dijon

1 pitada de curcuma ralada (ou açafrão das índias em pó)

Cebolinho picados para finalizar, q.b. (opcional)

500g de massa tipo cotovelos (ou semelhante), da sua preferência.

 

  1. Comece por colocar os cajus a demolhar (devem demolhar, de preferência meia hora).
  2. Descasque as batatas, a cebola, as cenouras e o alho. Corte em cubos grosseiros.
  3. Num tacho (ou no processador que coze e tritura ;-)) coloque os legumes com um fio de azeite. Deve ao lume e deixe saltear um pouco (bimby, 5 minutos, 100o, vel.1). Este passo é opcional, mas faz diferença no resultado final, em termos de sabor.
  4. Junte 2 chávenas e deixe os legumes cozerem por cerca de 15 minutos (bimby, 5 minutos, 100o, vel.1).
  5. Entretanto coza a massa conforme as instruções do pacote.
  6. Triture tudo com a varinha mágica ou no liquidificar (bimby, 30 segundos, vel. 7)
  7. Junte os cajus (escorridos), a levedura nutricional e os temperos. Volte a triturar até obter uma mistura bem cremosa e homogénea (bimby, 30 segundos vel 8 + 10 segundos vel. 10).
  8. Escorra a massa e misture o molho.
  9. Sirva de imediato salpicado com o cebolinho.

Nota: Esta quantidade de molho dá para cerca de 500g de massa, servindo cerca de 6 pessoas. No entanto, pode ser perfeitamente congelado em doses individuas (ou na quantidade que preferir) e na hora de comer é só descongelar e aquecer o molho e cozer a massaimg_1173

img_1177img_1190

salada de grão e beldroegas com pêssego

 

Fiz esta salada já no início de Agosto mas como, felizmente, este Verão continua no pico e continua a época dos tomates e das beldroegas, ainda vão bem a tempo de experimentar este prato fresquinho e colorido.

Para quem não conhece, as beldroegas são ervas geralmente chamadas daninhas mas que, na verdade, são super ervas: muito ricas em ómega 3, vitaminas a, b e c e minerais. O facto de serem ervas “daninhas” neste caso é uma vantagem. Não precisam de ser cultivadas porque crescem espontaneamente e não dão trabalho nem despesa. Para quem não tem acesso a terras cultivadas, pode encontra-las em lojas de produtos biológicos e alguns supermercados.

Só as provei pela primeira vez no ano passado. Como não tinha a certeza se as sabia identificar, guardei uma fotografia da Internet no telemóvel e fui procurá-las na horta da minha mãe. Percebi que são a coisa mais fácil de encontrar no verão, nos campos cultivados: há em por todo o lado e crescem desalmadamente!

Para quem, como eu, as colhe da terra, tenho de avisar que dão um bocado de trabalho a preparar e lavar porque as folhas são miudinhas e ficam muito junto à terra. Cada vez que trago um molho de beldoregas para casa, já sei que vou ter uma grande empreitada com a barriga encostada na banca. Mas depois de tudo arranjado, acho sempre que valeu a pena o sacrifício! Uso-as em sopas, saladas, estufados e salteados… são umas ervinhas muito versáteis!

IMG_3591

  •  3 chávenas (cerca de 400g) de grão cozido e escorrido
  • 3 chávenas (cerca de 75g) de beldroegas  (folhas e caule tenros)
  • 200 de tomates maduros (do tipos que preferirem)
  • 1/2 chávena de sementes de abóbora
  • 2 pêssegos (podem ser substituídos por outra fruta.
  • Folhas de manjericão q.b.

 

para o vinagrete

  • 1 punhado de folhas de manjericão (ou hortelã)
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • 1/2 limão (só o sumo)
  • 1 pitada de flor de sal

IMG_3655

 

  1. Escolha e lave bem as beldoregas.
  2. Lave os pêssegos e os tomates e corte-os em pedaços
  3. Numa saladeira ou taça grande, junte o grão, os pêssegos, as beldroegas e as sementes de abóbora e o manjericão.
  4. Regue com o vinagrete e mexa delicadamente

Vinagrete

  1. Com uma tesoura, corte as folhas de manjericão em tiras bem fininhas.
  2. Junte todos os ingredientes num frasco, coloque a tampa e agite bem!

IMG_3650

IMG_3658

IMG_3663

 

Bolonhesa de lentilhas e trigo-sarraceno

Cá em casa somos muito fãs de bolonhesas e, mais ainda de lentilhas. Bolonhesa de lentilhas é um prato habitué . Sirvo-as com puré, com arroz, com massa e, quando tenho courgetes frescas, gosto muito de as servir com o esparguete de courgete. Mas achava que faltava ali um elemento para o prato ficar mais completo… Não sei como me lembrei disto, mas comecei a juntar trigo-sarraceno às lentilhas! E não é que fica para lá de bom? A bolonhesa fica com uma textura melhor e o prato fica bem mais nutritivo!

O trigo-sarraceno, ao contrário do que diz o nome, não é trigo. Nem sequer é um cereal. Na verdade, ele é uma semente e é classificado como pseudo-cereal uma vez que se cozinha e tem a aparência de um cereal. Sendo isento de glúten, é um grande amigo de quem é alérgico  ou intolerante a esta proteína.  Pode ser usado como se fosse um arroz, pode ser transformando em farinha ou em papa (como a aveia).

Uma das principais características do trigo-sarraceno é a sua capacidade de diminuir o mau colesterol e favorecer o bom! Além disso, ajuda também a proteger o sistema cardio-vascular e a prevenir diabetes. O melhor de tudo, é que é muito prático de cozinhar (coze-se como com o dobro de água) e muito saboroso e nutritivo.

bolonhesa de lentilhas e trigo 002

  • 1 chávena de lentilhas castanhas ou verdes, secas
  • 1/2 chávena de trigo-sarraceno
  • 1 cebola, picada
  • 1/2 pimento vermelho, picado
  • 4 tomates maduros, cortados grosseiramente ou em polpa
  • 4 tomates secos, picados
  • Vinho branco (ou água) q.b.
  • 1 fio de azeite
  • 1 folha de louro
  • Pimenta q. b.
  • Orégãos q.b.
  • Sal q.b.

bolonhesa de lentilhas e trigo 004

bolonhesa de lentilhas e trigo 003

  1. Demolhe as lentilhas e o trigo-sarraceno por, pelo menos, 4 horas.
  2. Coza o trigo-sarraceno em duas chávenas de água, durante vinte minutos e reserve.
  3. Pique a cebola e leve-a ao lume com um fio de azeite até ficar translucida.
  4. Junte os tomates e o pimento, partidos em pedaços médios.
  5. Deixe cozinhar 5 minutos e junte as lentilhas, o sal e a folha de louro.
  6. Deixe cozinhar as lentilhas durante 15 minutos, ou até estarem cozidas. Se necessário, vá acrescentando um pouco de água ou vinho branco, tendo o cuidado de não deixar demasiado líquido.
  7. Um pouco antes de terminar a cozedura, junte o trigo-sarraceno e envolve bem.
  8. Tempere com os orégãos e retifique o sal.

Sugestão: sirva com esparguete de courgete

bolonhesa de lentilhas e trigo 006

bolonhesa de lentilhas e trigo 001