Grãomelete de ervas e “queijo”

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A primeira vez que ouvi falar em grãomelete foi neste post do Papacapim e já na altura fiquei muito curiosa, mas demorei uns bons tempos até experimentar. A receita da Sandra é mais elaborada mas não deixem de experimentar.

Para uma versão simplificada e bem rápida de preparar, o que eu faço é usar só o grão demolhado e a água. Os temperos são a gosto, mas a  minha versão preferida de omelete sempre foi com mistura de ervas frescas e recheada de queijo. Agora posso recriar esta receita numa versão 100% vegetal – omelete sem ovos e queijo sem leite! É sucesso garantido!

A receita é super rápida de fazer, tal como qualquer omelete. A única diferença é que temos de nos lembrar umas 12 horas antes, para pormos o grão a demolhar. Assim, se quiserem fazer para o jantar, basta deixar o grão a demolhar de manha. Na hora de fazer, vão precisar de mais de 15 minutos para terem a omelete pronta.

A curcuma (também chamada açafrão-das-indias ou tumérico, além de conferir a cor amarela típica das omeletes, é um poderoso antioxidante e anti-inflamatório e é um óptimo aliado na prevenção e combate à diabetes, alergias, artrite e vários tipos de cancro. Vários estudos têm demonstrado os poderes desta “prima” do gengibre. Hoje já é relativamente fácil encontrar a raiz de curcuma fresca à venda, sobretudo em supermercados biológico. Na sua falta, podem usar a versão em pó, de preferência de origem biológica.

Eu gosto de acompanhar com uma salada verde ou com arroz de tomate. A versão sem queijo também é uma óptima alternativa para piqueniques ou para sandes porque fica igualmente boa fria.

Uma chávena de grão dá para duas omeletes médias. Podem aumentar ou reduzir a quantidade, respeitando sempre a proporcionalidade: 1 medida de grão seco para uma de água.

  • 1 chávena de grão-de-bico seco
  • 1 chávena de água
  • 1 chávena (ou menos) de ervas aromáticas frescas picadas (gosto de usar mistura de coentros, salsa e hortelã, mas podem usar outras que prefiram)
  • 2 fatias de “queijo” vegetal (uso violife natural)
  • 1 pedaço de cerca de 1,5 cm de curcuma fresca (ou 1 colher de café de açafrão das índias em pó)
  • 1 pitada de pimenta branca ou preta
  • 1 pitada de sal
  • 1 fio de azeite

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  1. Demolhe o grão durante cerca de 12 horas e descarte a água.
  2. Num liquidificador, junte o grão escorrido com 1 chávena de água fresca, o sal e a curcuma e triture até ficar bem homogéneo. Tenha paciência porque, mesmo num bom triturador, vai demorar um pouco.
  3. Quando estiver bem triturado, tempere com pimenta e junte as ervas picadas e mexa gentilmente para não as amassar
  4. Aqueça uma frigideira média com um fiozinho de azeite. Junte a massa de grão de modo a cobrir todo o fundo e ficar com uma espessura de panqueca.
  5. Deixe cozinhar em lume brando, de preferência com tampa, cerca de 10 minutos.
  6. Com a ajuda de uma espátula, transfira a grãomelete para um prato raso e depois volte a colocar na frigideira de modo a que o lado que estava para cima, fique agora para baixo.
  7. Volte a tapar a frigideira e deixe mais uns dois minutos.
  8. Cubra metade da grãomelete com o queijo e dobre a outra metade. deixe mais uns minutos, só até derreter o queijo.
  9. Sirva de imediato.

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mousse de aveia com psyllium husk

Esta mousse aconteceu por acaso, a partir de um batido que levou menos água do que devia. Há 5 anos a minha tia passou-me uma receita de um batido que viu no programa do dr Oz para eu beber sobretudo enquanto recuperava de uma cirurgia que fiz na altura. A verdade é que esse ficou, durante os anos seguintes o meu pequeno-almoço mais habitual.

A receita era simples: banana, mirtilos, maca, sementes de linhaça e leite de amêndoa. O leite de amêndoa substitui desde o início por água mais um punhado de frutos secos. O resto fui fazendo assim durante muito tempo. Mais tarde comecei a fazer algumas variações, sobretudo no tipo de fruta, acrescentando aveia e, numa altura em que não tinha maca, experimentei substituir por pó de se cascas de sementes de psílio (psyllium husk), que tinha comprado para uma receita de pão sem glúten. Psyllium husk são as cascas das sementes do psílio (plantago pvata), uma planta nativa da Índia e do Paquistão. As cascas destas sementes são higroscópicas, o que lhes permite expandirem e tornar-se mucilaginosas. Quer isto dizer, ao ser hidratado, este pó vai formar uma goma espessa. É por isso que é muitas vezes usado nas receitas de massas sem glúten, já que ajuda a dar a liga que normalmente se obtém com o glúten. Nesta mousse de aveia, vai também dar-lhe uma consistência cremosa e alguma firmeza.

Além destas propriedades físicas, que o tornam um ingrediente prático em alguns casos (como no caso desta mousse de banana), o psyllium husk é uma poderosa fonte de fibras solúveis, que atuam como laxante natural e ajudam a manter a saúde dos intestinos. É também um bom amigo para quem quer perder peso, já que aumenta a sensação de saciedade e ajuda a reduzir o apetite, sem qualquer efeito colateral, ao contrário da maioria dos suplementos vendidos para este efeito.

Se ainda não conhecia o psyllium husk, aproveite esta receita para experimentar! Depois de perceber o “comportamento”, é fácil usa-lo em várias receitas.

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  • 2 c. de sopa de flocos de aveia
  • 1 banana pequena
  • 1 c. de sopa de linhaça
  • 1/2 de sopa de psyllium husk
  • 5 nozes de macadâmia
  • 15 mirtilos (usei desidratados)
  • 1 copo de água

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  1. Colocar todos os ingredientes, excepto a banana, no copo do liquidificador e deixei repousar uns 5 minutos.
  2. Juntar a banana e triturar até obter uma pasta homogénea.

Nota: Experimente variar os ingredientes e sirva com toppings a seu gosto, como coco ralado, sementes ou fruta fresca.

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papas de aveia com cacau e framboesas

Papas de aveia com cacau são o meu mais recente vício. Os pequenos-almoços deste inverno foram variando entre sopa (sopa, sopa, não é nenhuma sopa especial de pequeno-almoço) papas de aveia e panquecas ao fim-de-semana. Mas desde que descobri estas papas de aveia com cacau e, sobretudo, desde que experimentei fazê-las na bimby, este tem sido o preferido. Nunca tinha feito papas de aveia na bimby porque achava que não compensava estar a sujar o copo… até porque, tenho um mini tachinho/tijela que comprei especificamente para as papas (e também uso para a sopa), do tamanho ideal para uma dose. Mas a verdade é que não dá para resistir! As papas na bimby (e nas suas primas, claro) ficam tão, mas tão boas cremosas, que valem todo o esforço de rapar o copo com um salazar para conseguir tirar a papa que fica no fundo, e de o lavar todas as manhãs. Como é obvio, esta receita pode perfeitamente ser feita no fogão, mas se tiverem uma maquineta, não deixem de experimentar!
A primeira vez que juntei framboesas às papas com cacau não estava muito certa de que fosse gostar. Não pela combinação de sabores, que essa já sabemos que resulta sempre. O meu receio era de não gostar das framboesas quentes. Mas ainda bem que arrisquei! Ficam ma-ra-vi-lho-sas! Claro que, se não tiverem ou não quiserem juntar as framboesas, podem-se ficar só pelo cacau e garanto-vos que já terão um pequeno-almoço bem guloso!

Eu costumo misturar leite vegetal e água porque me parece que ficam mais equilibradas em termos de sabor e de consistência, mas podem usar só leite ou mesmo só água, dependendo do vosso gosto. Só com leite, ficam mais densas e só com água ficam mais… aguadas! 😀

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  • 1 tâmara (sem caroço)
  • 5 colheres de sopa de flocos aveia (50g)
  • 200 ml de leite vegetal (170g) (costumo usar leite de arroz)
  • 50 ml de água (50g)
  • 1 colher de sopa de cacau em pó
  • 1 punhado de framboesas (frescas ou congeladas)
  • coco ralado q.b.

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  1.  Comece por picar a tâmara em pedaços bem pequeninos (bimby, 10 segundos, vel. 6)
  2. Num tacho (ou no copo da bimby) junte a tâmara picada, o leite, a água, o cacau e os flocos de aveia.
  3. leve ao lume muito brando e deixe cozinhar, mexendo frequentemente até as papas ficarem cremosas (bimby, 90º 8 minutos, vel.1, Inverso)
  4. Finalmente junte as framboesas. Reserve algumas para servir cruas. leve novamente ao lume brando,  mexendo sempre durante 1 minutos ou até as framboesas amolecerem (bimby, 1 minuto,  90º, vel. 1, Inverso).
  5. Sirva as papas bem quentinhas, polvilhadas com o coco ralado e com as framboesas reservadas.

Panquecas de coco e cenoura

O bolo de coco e cenoura do livro Cozinha Vegetariana para Quem Quer Poupar, da Gabriela Oliveira é um dos favoritos, de todos os tempos, cá em casa! O livro apresenta a versão com e sem glúten. Como tenho tentado cortar na farinha de trigo, que adoro, tenho dado preferência à versão sem glúten, feita de farinha de milho e de arroz!

O meu truque para usar mais este tipo de farinhas é tê-las sempre à mão. Como normalmente as faço em casa, tinha tendência para fazer só na hora e a quantidade que queria usar. Acabava por usar muitas vezes a farinha de trigo por estar mais à mão e ser mais prática (e barata). Agora tenho optado por moer uma boa quantidade de aveia, arroz, trigo-sarraceno, etc… e guardar em frascos, de modo a ter sempre um bom leque de farinhas prontas a usar.

Voltado ao bolo de cenoura, aconselho mesmo a experimentarem a versão original do livro, porque é de babar! O que me acontece ás vezes é que não quero esperar pelo tempo de cozedura e de arrefecimento (que é a parte chata dos bolos)… A solução que encontrei foi basear-me na receita original e fazer uns bolinhos na frigideira que é como quem diz, umas panquecas, prontas em poucos minutos e super deliciosas! As alterações que fiz foram sobretudo nas quantidades e incorporei também o sabor da laranja (que no bolo vem da calda) na própria massa. Como ficam doces e ligeiramente húmidas, não acompanhei com mais nenhum xarope nem doce. Não precisam de mais nadinha!

  • 1/2 chávena de farinha de milho
  • 1/4 de chávena de farinha de arroz
  • 1 c. de café de fermento
  • 1/2 chávena de coco ralado
  • 1/4 de chávena de óleo de coco (ou de girassol) + 1 pouco para a frigideira
  • 1/2 laranja (sumo e raspa)
  • 1/4 de chávena (ou menos) de açucar mascavado, de coco ou outro adoçante à escolha
  • 1/2 chávena de leite vegetal
  • 1 cenouraIMG_0202
  1. Numa tigela, misture o leite, o sumo de laranja e o óleo (se o óleo de coco estiver muito sólido, aqueça-o um pouco para derreter). Deixe repousar enquanto prepara o resto da receita
  2. Numa taça grande, misture as farinhas, o açucar, o fermento e o coco e a raspa de laranja.
  3. Rale a cenoura, finamente.
  4. Junte os líquidos à taça das farinhas e misture bem, com uma vara de arames.
  5. Por fim, junte a cenoura ralada e misture bem.
  6. leve ao lume uma frigideira, com uma colher de chá de óleo de coco.
  7. Quando a frigideira estiver quente, coloque colheradas de massa e deixe deourar de ambos os lados.
  8. Sirva de quentes ou frias.

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Queques de abóbora e melaço

Bolinhos perfeitos e saudáveis são feitos com abóbora! Ficam super saborosos e macios! Infelizmente demorei a descobrir isso, mas desde que conheci todas as potencialidades deste humilde mas incrível legume, o meu mundo culinário ganhou outra dimensão! São quilos e quilos de abóboras de todos os tamanhos e feitios que passam por esta cozinha de Outubro a Dezembro! Vão parar em sopas e em frascos de doce, mas também em risotos, cremes e scones, bolos e bolachas!

Como já mostrei aqui, costumo fazer puré de abóbora assada que depois congelo em doses de uma chávena para usar nas mais variadas receitas.

Desta vez saíram uns queques tão bons, mas tão bons que nem vou dizer mais nada sobre eles! Experimentem!

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  • 1 chávena de farinha de espelta
  • 1/4 de chávena de farinha de aveia (flocos moídos)
  • 1/4 de chávena de açúcar mascavado
  • 1/2 chávena de leite de amêndoa (ou outro leite vegetal)
  • 1 chávena de puré de abóbora
  • 1/2 chávena de óleo vegetal 
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 1/2 colher de chá de noz moscada, moida
  • 1/2 colher de chá de gengibre fresco ralado
  • 2 colheres de sopa de melaço
  • 4 cravinhos moidos
  • 6 sementes de cardamomo, moidas

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  1. Numa taça grande, junte as farinhas, o açúcar o fermento, as especiarias e o sal.
  2. Numa taça à parte, junte o leite, o óleo, o puré de abóbora e o melaço. Misture até formar um liquido homogéneo.
  3. Junte o liquido à mistura das farinhas.
  4. Mexa muito bem com uma vara de arames até não ter grumos e ficar uma massa cremosa e homogénea.
  5. Unte 14 formas de queques (caso não use de anti-aderentes) com um pincel ou um guardanapo embebido num pouco de óleo.
  6. Distribua a massa nas formas até encher cerca de 2/3.
  7. Leve ao forno pré-aquecido a 180º por 15 a 20 minutos.
  8. Desenforme e deixe arrefecer, de preferência numa rede.IMG_8474

papas de banana e laranja com chia

Apesar de ainda não estar de férias, os meses de Julho e de Agosto para mim são sempre em ritmo lento. O melhor do verão é mesmo abrandar e aproveitar o calor, sem fazer mesmo nenhum! É por isso que as receitas aqui têm vindo mais espaçadas…

Embora nem seja bem uma receita, de tão simples que é, não podia deixar de partilhar o que tem sido o meu pequeno-almoço preferido da estação! Não que seja com produtos de verão, mas é tão simples e tão fresco que se adequa na perfeição à calma e ao calor!

As papas de banana esmagada e laranja são um clássico, principalmente acompanhadas de bolacha maria. Esta minha versão é mais saudável e mais clean, mas nem por isso menos deliciosa e nutritiva! O segredo está nas sementes de chia, essas pequenas maravilhas que têm o poder de transformar qualquer líquido numa super refeição!

As sementes de chia e os seus benefícios já não são novidade para ninguém! São consideradas um alimento funcional bastante completo por serem ricas em fibras, cálcio, magnésio, potássio, proteína e ômega-3. O saciante é intensificado pelo efeito mucilaginoso (o de absorver e reter água). Ao colocarmos as sementes em liquido, elas incham e criam uma espécie de gel.

A laranja usada aqui é aproveitada na sua totalidade. Sempre me incomodou o desperdício de polpa dos sumos de espremedor. Normalmente acabo por junta-las no copo porque me custa muito deita-la fora. Desde que me lembrei desta maneira de fazer sumo de laranja (não descobri a pólvora, mas a verdade é que nunca tinha pensado nisso), raramente uso o espremedor! É só descascar a laranja e tritura-la no liquidificador – uso a bimby e é muito rápido e fica muito homogéneo.

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  • 1 laranja
  • 1 banana (fresca ou congelada)
  • 2 colher de sopa de sementes de chia

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  1. Descasque a laranja e coloque-a inteira ou aos gomos num liquidificador.
  2. Triture até ficar em sumo (bimby: 1 minuto, vel,. 10).
  3. Junte as sementes, envolva bem (bimby: alguns segundos, vel. 1)
  4. Deixe repousar 15 a 30 minutos.
  5. Junte a banana descascada e volte a triturar bem (bimby: 1 minuto, vel. 9).IMG_5384

panquecas integrais de limão e sementes de papoila

Pequeno-almoço de fim-de-semana que é pequeno-almoço de fim-de-semana, aqui em casa, tem de ter panquecas! São o meu preferido. São rápidas e fáceis de preparar, ficam bem com fruta, com doce ou com algum topping salgado. Quase sempre faço estas que são as minhas preferidas, mas há uns tempos, fiz a minha primeira tentativa de waffles vegan que não correu nada bem… Como fiquei com massa para usar, voltei à boa e velha frigideira e assim nasceram estas panquecas de limão! Já repeti algumas vezes, mas altero sempre alguma coisa na receita. Agora vou escrever já esta versão porque ficaram óptimas e não a quero esquecer!

As primeiras vezes que fiz, usei menos farinha integral. Ficam bem com qualquer proporção de farinhas! É mesmo uma questão de gosto! Tenho-as servido sempre com pêssegos, porque é o que está a dar agora, mas também ficam bem com xarope de ácer (claro que sim!), com outra fruta ou com uma geleira ou doce que prefiram! Como adoço um bocadinho os pêssegos com açúcar mascavado, para fazerem molho, não costumo pôr açúcar na massa, mas indico na receita uma pequena quantidade para quem for guloso, ou comer sem outro doce.

Esta quantidade dá para umas 6 panquecas pequenas, por isso, se tiverem muita fome ou uma família maior, é só dobrar a receita!

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1 ch.de farinha de trigo integral

1 ch. de farinha de trigo

1 e 1/2 ch. de leite vegetal

2 c. de sopa de óleo (de coco ou girassol)

1 a 2 c. de sopa de sementes de papoila

1/2 c. de chá de fermento

1/2 limão (sumo e raspa)

1 c. de chá de açúcar mascavado (ou outro)

Para o topping de pêssego

1 pêssego grande

1 colher de chá de açúcar mascavado

2 colheres de sopa de água

algumas folhas de hortelã

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  1. Numa taça pequena, junte o leite e o sumo de meio limão e deixe repousar uns 5 minutos. (Se se não deixar, também não há problema!)
  2. Misture as farinhas e o fermento numa taça grande.
  3. Adicione o açúcar, se usar e o fermento.
  4. Junte o leite com sumo de limão e o óleo à mistura e mexa bem com uma vara de arames.
  5. quanto estiver uma massa bem homogénea, acrescente a raspa de limão e as sementes de papoila.
  6. Mexa só até incorporar tudo.
  7. Aqueça uma frigideira anti-adertente, (para melhores resultados, unte-a com um pouquinho de óleo de coco) e coloque colheraadas de massa. deixe borbulhar um pouco (o lume deve estar médio), vire-as e deixe cozinhar do outro lado.

Topping de pêssego:

  1. Lave e corte o pêssego em pedaços. Não é preciso descascar, se a fruta não for tratada.
  2. junte a água, o açúcar e as folhas de menta picadas.
  3. Deixe no frigorífico até à hora de servir.

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Pataniscas de rama de cenoura

Há uns dias, tinha planeado fazer as pataniscas de grão do novo livro da Gabriela Oliveira – Cozinha vegetariana para quem quer ser saudável. Já tinha feito uma outra receita, já há muito tempo, com farinha de grão, mas não tinha corrido bem. Nem de propósito, a minha mãe no mesmo dia andou a arralar (arrancar algumas para deixar crescer outras) e deu-me estas mini cenouras com uma super rama, linda e maravilhosa. E pronto, foi só juntar uma coisa com outra!
Nunca deito fora cascas, ramas nem folhas, sem pensar duas vezes. Quem só compra legumes no supermercado, e mesmo em mercados de rua ou lojas da especialidade, raramente tem oportunidade de levar para casa as partes menos populares dos legumes. Uma pena, mesmo. Ecologicamente, não faz nenhum sentido que se deitem fora alimentos e, nutricionalmente, as folhas e ramas são mais ricas do que os próprios tubérculos. No caso das cenouras, por exemplo, as ramas são ricas em vitaminas e minerais como cálcio, zinco, ferro, magnésio, betacaroteno, vitamina K, clorofila e fibras. Se tiver acesso a elas, não as torne a deitar fora! Use-as em saladas (as mais jovens e tenras), sopas, sumos, arroz, ou neste esparregado.
Em relação às pataniscas, são maravilhosas!!!! Nunca imaginei que pudesse comer pataniscas sem ovos e sem frituras! São boas de verdade, tanto quentes como frias – guardei algumas do almoço para a noite, só para poder experimenta-las frias, porque a minha vontade era tê-las comido todinhas na hora! A receita original do livro não tem a rama mas tem outras coisas deliciosas!

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  • 1 chávena de grão cozido e escorrido
  • 6 c. de sopa de amido de milho (tipo maizena)
  • 2 c. de sopa de linhaça moída
  • 1c. de sopa de levedura de cerveja
  • ½ chávena de água ( de preferência, aproveite a  de cozer o grão)
  • 1 cebola pequena
  • 1 cenoura média
  • 1 chávena de rama de cenoura (medida depois de picada)
  • 1 pitada de açafrão-das-índias
  • 1 pitada de tomilho
  • 1 pitada de sal
  • 1 fio de azeite

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  1. Pique a cebola, a cenoura e a rama finamente e reserve.
  2. Junte o grão, o amido de milho, a linhaça, a levedura de cerveja e a água e triture tudo num processador ou com a varinha mágica, até ficar com uma pasta homogénea.
  3. Junte a cebola, a cenoura e a rama picados e misture até ficar bem incorporado.
  4. Tempere com o sal, o açafrão e o tomilho e misture novamente. Retifique os temperos, se necessário
  5. Numa frigideira larga, aqueça um fio de azeite.
  6. Vá colocando a massa às colheradas e achate-as um pouco com as costas da colher.
  7. Deixe grelhar uns minutos de cada lado, até ficarem douradas.

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bolo de cenoura, coco e laranja

Piquenique que é piquenique, tem de ter bolo! Eu cá gosto muito de bolo caseiro, em qualquer ocasião, mas comido ao ar livre, acompanhado com uma chávena de café de cafeteira, transportada no termo (não estou a ser irónica, gosto mesmo), assenta que é uma maravilha!!

Queria fazer um bolo de cenoura e não conseguia decidir se havia de ser com coco ou com laranja. Resolvi o dilema assim: bolo de cenoura com coco e laranja. E fui inventando à medida que ia fazendo… Por exemplo, inicialmente tinha ideia de usar a raspa e só sumo de laranja, mas quando vi a polpa no espremedor, não a quis desperdiçar. Acabei por já não usar a raspa.

O resultado destes bolos inventados nem sempre é um sucesso… Já fiz alguns que só agradaram ao cão, que gosta sempre de tudo… Mas não foi o caso deste. Ficou bem ao gosto cá de casa: um bolo pequeno, um pouco húmido, por causa da polpa de laranja, com uma textura interessante porque se notam pedacinhos de cenoura e coco ralado (usei coco ralado bio que, pelo menos o que compro, é em pedacinhos maiores e ralei também a cenoura grossa – se preferir uma massa mais homogénea, rale fininho) e com uma combinação de sabores muito deliciosa! A cenoura tem uma doçura natural que permite usar pouco açúcar e ainda assim conseguir um bolo bem docinho e mais saudável!

Para transportar e conservar o melhor mesmo são os bolos sem recheios nem cobertura, bem simples. Este fiz especificamente numa forma de bolo inglês por ser um formato mais jeitoso para levar para fora. Depois de arrefecido, voltei a coloca-lo na forma e está pronto a levar, sem ter de sujar mais loiça – penso sempre nessas questões! 😉

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  • 3 cenouras médias
  • 2 laranjas pequenas(ou 1 grande – de modo a fazer cerca de 100ml de sumo)
  • 150g de farinha
  • 70g de açúcar (usei de coco)
  • 50ml de leite vegetal (usei de aveia)
  • 50ml de óleo de girassol
  • 1 c. de chá de fermento

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  1. Junte a farinha, o coco, o fermento e o açúcar.
  2. Rale as cenouras e junte à mistura anterior.
  3. Esprema as laranjas e, numa tigela à parte, junte o sumo com o leite vegetal e o óleo
  4. Junte a polpa das laranjas espremidas à tigela dos sólidos e mexa para misturar muito bem.
  5. Finalmente acrescente os líquidos aos poucos e vá mexendo até ficarem bem incorporados.
  6. Se a forma não for de silicone ou anti-aderente, unte-a e polvilhe-a.
  7. Verta o preparado na forma e leve ao forno pré-aquecido a 180º, durante cerca de 40 minutos.
  8. Deixe arrefecer 5 minutinhos antes de desenformar. Se for para levar para fora, deixe-o arrefecer completamente, de preferência em cima de uma rede, antes de o colocar na boleira, tupperware ou no recipiente que quiser (eu, como já disse, usei a mesma forma em que cozeu).

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